Ayaan Hirsi Ali, em suas narrações, rememora aspectos da sua infância e juventude, marcada por profundas opressões. Em sua obra autobiográfica, Infiel: a história de uma mulher que desafiou o islã, ao narrar as suas memórias, Hirsi Ali descreve as suas experiências, enfatizando a sua trajetória e debruçando-se, principalmente, sobre as questões islâmicas e suas propagações no mundo contemporâneo. Com base nisso, o presente estudo objetiva investigar a maneira como a escritora Ayaan Hirsi Ali reconstitui a sua identidade, a partir das memórias que compõem a sua narrativa autobiográfica, no livro intitulado Infiel: a história de uma mulher que desafiou o islã (2012). A investigação contempla, sobretudo, as postulações teóricas de Lejeune (2008) e Halbwachs (1990), no que tange aos seus empreendimentos teóricos sobre o campo da memória, bem como os pressupostos de Hall (1996; 2006), dentre outros teóricos, que, similarmente, contribuirão para o desenvolvimento do trabalho. Portanto, com sua autobiografia, a partir das suas experiências traumáticas e enquanto indivíduo feminino no islã, Hirsi Ali reconstitui a sua própria imagem como mulher, ao mostrar o mundo islâmico sob uma visão feminina.
Comissão Organizadora
Leandro de Carvalho Gomes
Critica Feminista
Algemira de Macêdo Mendes
Adriana Aparecida de Figueiredo Fiuza
Nayane Larissa Vieira Pinheiro
Nágila Alves da Silva
ANDRE REZENDE BENATTI
Alexandra Santos Pinheiro
Comissão Científica