Introdução: As quedas em idosos são eventos conhecidos por terem causas multifatoriais e de alta complexidade terapêutica, sendo não intencionais e levando o idoso a sofrer um impacto contra o chão. A síndrome pós queda (SPQ) é definida como o medo de voltar a cair e pode trazer consequências negativas no bem-estar físico e funcional dos idosos. Objetivo: Estudar o impacto das síndromes pós-quedas em idosos. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica, cujos dados foram obtidos das seguintes bases de dados: Scielo, Google Scholar e Bireme, publicados na sua maioria entre 2015 e 2018, usando os termos “Síndrome Pós-Queda”, “idosos” e “quedas” e seus equivalentes em inglês. Resultados: O Brasil experimenta um processo crescente de envelhecimento populacional, onde estima-se que pessoas com 60 anos ou mais compreendam 33,7% da população até 2060. O envelhecimento humano envolve perdas funcionais que tornam o indivíduo mais suscetível a doenças crônicas e ao surgimento da síndrome pós-quedas (SPQ), a qual pode causar perda da independência. Os idosos tornam-se mais propensos a quedas na medida em que os sistemas somatossensorial, visual e vestibular fornecem respostas reduzidas ou inapropriadas aos centros de controle postural com o avanço da idade. Dentre os principais fatores que levam os idosos a caírem, destacam-se a irregularidade do ambiente em que residem, a ampla utilização de medicamentos, tonturas, acuidade visual diminuída e distúrbios de marcha. Nesse contexto, por medo de voltarem a cair, muitos idosos deixam de realizar atividades de vida diária (AVD) e negligenciam a prática de atividades físicas, o que explica a prevalência do estilo de vida sedentário desse público. Diante disso, o medo é um importante fator de risco para quedas, haja vista a perda de confiança ou a diminuição na percepção de autoeficácia, situações que podem desencadear depressão, isolamento social e uma possível institucionalização. Logo, ações que reduzam os riscos de quedas e suas complicações tornam-se necessárias, cabendo aos profissionais da saúde que atuam na atenção básica identificar os fatores associados à ocorrência de quedas e, a partir deles, formular medidas de prevenção e promoção da saúde. Conclusão: A apresentação dos sintomas da SPQ gera consequências negativas para a independência do idoso, ocasionando uma redução no bem-estar físico e funcional, situação que pode desencadear uma possível institucionalização.
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