O trauma cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbidade e mortalidade entre crianças, exigindo abordagens precisas e eficazes para seu manejo. Este estudo revisa as diretrizes e protocolos mais recentes para a avaliação e tratamento do TCE em pacientes pediátricos, destacando a integração de tecnologias de imagem avançadas e o monitoramento neurológico em contextos de emergência. A pesquisa consistiu em uma revisão narrativa da literatura, focada em ensaios clínicos recentes, inovações tecnológicas e estratégias de manejo interdisciplinar, que incluem a colaboração entre diversas especialidades médicas. Os resultados da revisão apontam que a aplicação rigorosa das diretrizes clínicas, combinada com o uso de tecnologias de ponta, pode melhorar significativamente os desfechos clínicos em crianças com TCE. A adoção de técnicas avançadas de imagem, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, juntamente com o monitoramento contínuo da função neurológica, permite uma avaliação mais precisa da gravidade do TCE e orienta intervenções mais direcionadas e oportunas. Esses avanços, quando aplicados corretamente, têm o potencial de reduzir a mortalidade e minimizar as sequelas neurológicas a longo prazo. Entretanto, o estudo também reconhece que a implementação dessas diretrizes e tecnologias enfrenta desafios, principalmente relacionados ao treinamento especializado e à disponibilidade de recursos em diferentes contextos clínicos. A formação contínua de profissionais e a padronização dos protocolos são cruciais para superar essas barreiras. Conclui-se que os avanços recentes na abordagem do TCE em pediatria, apesar dos desafios na sua aplicação, oferecem uma oportunidade significativa para transformar o cuidado emergencial, aumentando as chances de sobrevivência e melhorando a qualidade de vida das crianças afetadas por esse tipo de trauma.
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