A parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria é uma emergência médica extremamente crítica, que exige uma resposta rápida e coordenada para aumentar as chances de sobrevivência e melhorar a recuperação neurológica das crianças afetadas. Este estudo revisa as melhores práticas para a ressuscitação cardiopulmonar avançada (RCP) em pacientes pediátricos, com ênfase no papel fundamental das equipes multidisciplinares e na importância do treinamento com simulações de alta fidelidade. A pesquisa foi baseada em uma revisão narrativa da literatura, que incluiu ensaios clínicos recentes, inovações no treinamento de RCP e estratégias de manejo interdisciplinar. Os resultados indicam que uma abordagem multidisciplinar, que envolve a colaboração de diversos profissionais de saúde, juntamente com a realização regular de treinamentos em simulações de alta fidelidade, pode melhorar significativamente os desfechos clínicos em casos de PCR pediátrica. As simulações permitem que as equipes pratiquem cenários realistas, aprimorando suas habilidades técnicas e de comunicação, o que é crucial em emergências onde cada segundo conta. Esse tipo de treinamento tem se mostrado eficaz em aumentar a confiança e a competência dos profissionais, resultando em uma maior eficiência durante a ressuscitação real. Além disso, o estudo destaca que a implementação de programas de treinamento contínuo e a formação de equipes especializadas são essenciais para otimizar o manejo de PCR em pediatria. Esses programas não apenas garantem que as equipes estejam sempre preparadas para agir rapidamente, mas também promovem a padronização das práticas de RCP, o que é fundamental para alcançar melhores resultados clínicos. Conclui-se que, para melhorar a sobrevida e a qualidade de vida das crianças que sofrem PCR, é imperativo investir em treinamento contínuo e no fortalecimento das equipes multidisciplinares, tornando esses elementos centrais na abordagem emergencial pediátrica.
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