A inteligência artificial (IA) tem desempenhado um papel transformador na medicina, especialmente na área de emergências cardiovasculares, oferecendo novas perspectivas para aprimorar o diagnóstico e o tratamento de condições críticas. Este estudo revisa o uso de algoritmos de IA na detecção precoce e manejo de emergências como infarto do miocárdio e arritmias, em ambientes de pronto-socorro. A revisão narrativa da literatura incluiu ensaios clínicos recentes, avanços tecnológicos e estratégias para a implementação eficaz dessas tecnologias. Os achados indicam que a aplicação de IA pode melhorar significativamente a precisão diagnóstica, permitindo a identificação mais rápida e precisa de condições cardiovasculares críticas. Além disso, a IA contribui para otimizar a eficiência do tratamento, ajudando os profissionais de saúde a tomar decisões mais informadas em tempo real. Esses benefícios são refletidos na redução da mortalidade e das complicações associadas a essas condições, demonstrando o potencial da IA em salvar vidas e melhorar os desfechos clínicos. Entretanto, o estudo também aborda os desafios relacionados à integração e aceitação dos sistemas de IA na prática clínica diária. A adaptação dos profissionais de saúde às novas tecnologias e a necessidade de uma infraestrutura adequada são pontos críticos para a implementação bem-sucedida. Além disso, há questões éticas e de segurança que precisam ser cuidadosamente consideradas para garantir que a IA seja utilizada de maneira segura e eficaz. Conclui-se que, apesar desses desafios, as tecnologias de IA possuem um enorme potencial para revolucionar o manejo de emergências cardiovasculares. Com a integração adequada e a aceitação pelos profissionais, a IA pode se tornar uma ferramenta essencial para melhorar os cuidados em situações críticas, transformando a maneira como as emergências cardiovasculares são tratadas.
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