O manejo de pacientes com doenças crônicas em emergências apresenta desafios complexos, exigindo estratégias que conciliem a resposta imediata às exacerbações agudas com a necessidade de cuidados contínuos e coordenados. Este estudo explora abordagens inovadoras para lidar com crises agudas em condições crônicas como asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), diabetes e insuficiência cardíaca nos departamentos de emergência. A revisão narrativa da literatura abrangeu ensaios clínicos recentes, avanços tecnológicos e programas de coordenação de cuidados, buscando identificar práticas que possam melhorar os resultados clínicos e a experiência dos pacientes. Os achados sugerem que abordagens integradas, que combinam tecnologias emergentes, como a telemedicina, com programas de gestão de doenças, têm o potencial de aprimorar significativamente o manejo de doenças crônicas em ambientes de emergência. A telemedicina, por exemplo, permite um monitoramento contínuo e intervenções oportunas, facilitando a comunicação entre os pacientes e os profissionais de saúde, o que pode prevenir crises ou mitigar suas consequências. Além disso, programas de gestão de doenças, quando integrados ao atendimento de emergência, oferecem uma continuidade de cuidados que é crucial para a estabilização e recuperação dos pacientes. No entanto, o estudo também destaca os desafios para a implementação dessas abordagens. Entre eles, estão a necessidade de integração eficaz entre os diferentes níveis de atendimento, o treinamento especializado dos profissionais de saúde e a adequação das infraestruturas tecnológicas. Esses obstáculos precisam ser superados para que as inovações possam ser aplicadas de forma eficiente e segura. Em conclusão, as inovações no manejo de doenças crônicas em emergências oferecem uma oportunidade significativa para transformar o cuidado desses pacientes. Apesar das dificuldades na implementação, a adoção de estratégias integradas e tecnologias avançadas pode melhorar substancialmente os desfechos clínicos e a qualidade de vida dos pacientes com doenças crônicas.
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