Avaliar o efeito da prematuridade e da internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) sobre a incidência de alterações bucais e na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB). Estudo longitudinal retrospectivo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (3.300.559). Crianças nascidas a partir de abril/2013 a julho/2017, foram alocadas em três grupos: a termo, prematuros não internados em UTIN e prematuros internados em UTIN. Registros hospitalares foram analisados. Para avaliação de defeitos de desenvolvimento do esmalte (DDE), cárie dentária e má-oclusão: exame clínico. A QVRSB foi avaliada pela versão brasileira do Early Childhood Oral Health Impact Scale. Crianças prematuras internadas em UTIN tiveram um maior risco de desenvolver DDE (RR=3,08;IC95%=1,61-5,90). Menor escolaridade da mãe (RR=2,09;IC95%=1,47-2,96), ausência do aleitamento natural predominante (RR=1,59; IC95%=1,04-2,44), não higienização entre os períodos de aleitamento (RR=4,07; IC95%=1,12-14,8) má oclusão (RR=1,53; IC95%=1,12-2,10) foram associados à presença de cárie dentária cavitada. Presença de cárie dentária cavitada (RR=1,97; IC95%=1,37-2,82) e má oclusão (RR=1,44; IC95%=1,06-1,97) foram associadas a uma piora na QVRSB. A internação de crianças prematuras em UTIN foi fator de risco para incidência de DDE.
Comissão Organizadora
Mauro Piragibe Jr
Frederico de Campos Pires
Victor Lembo
Guilherme
Comissão Científica
Armando Hayassy