Este estudo investigou a influência do raio da esfera de Monson, do número de contatos laterotrusivos, mediotrusivos e protrusivos posteriores, e da taxa de mastigação na cominuição do alimento. Sessenta indivíduos dentados saudáveis (21,22 ± 2,30 anos) participaram. As coordenadas tridimensionais das cúspides dos dentes inferiores foram obtidas por modelos digitais, e a esfera de Monson foi ajustada por minimização de funções (método simplex). Contatos oclusais foram verificados com tiras metálicas de 12 µm em excursões mandibulares de 0,5 a 3,0 mm. A performance e eficiência mastigatórias, o limiar de deglutição e a taxa de mastigação foram avaliados por fracionamento das partículas. A análise utilizou regressão linear múltipla (? = 0,05). O raio da esfera, os contatos laterotrusivos e protrusivos a 0,5 mm e a taxa de mastigação foram preditores negativos da performance mastigatória até 20 ciclos (R² = 0,429). Para 40 ciclos, o raio e o total de contatos (0,5 mm) foram relevantes (R² = 0,223). Apenas o raio (R² = 0,176) e a taxa de mastigação (R² = 0,082) foram significativos para 60 ciclos e limiar de deglutição, respectivamente. A eficiência mastigatória foi influenciada pela performance até 40 e 60 ciclos, além do raio e contatos totais a 2,0 e 3,0 mm (R² = 0,958).
Comissão Organizadora
Mauro Piragibe Jr
Frederico de Campos Pires
Victor Lembo
Guilherme
Comissão Científica
Armando Hayassy