O uso de dentifrícios remonta ao Egito Antigo. Com o tempo, as fórmulas evoluíram para melhorar o sabor, reduzir o custo e diminuir a abrasividade. Hoje, os dentifrícios são amplamente utilizados na higiene bucal, e a abrasividade é medida pelas escalas REA e RDA. Este estudo propõe avaliar a rugosidade do esmalte dentário após o uso de diferentes dentifrícios, destacando o equilíbrio entre limpeza e preservação da saúde dental. Foram utilizados 30 incisivos extraídos de bovinos jovens, desinfectados com clorexidina a 2%. Após polimento, os dentes foram seccionados em fragmentos de 10mm x 10mm e incluídos em resina acrílica. As superfícies foram desgastadas em politriz até a planificação do esmalte, parte da superfície dentinária foi isolada, deixando exposta uma área de teste de 5x5mm, de forma que metade da superfície da dentina permanecesse coberta, sem sofrer a ação da escovação. Os corpos de prova foram divididos, conforme os dentifrícios utilizados. Os resultados indicaram que não houve diferença estatística entre os grupos analisados, independentemente do tipo de tratamento utilizado (p>0,05). Os dentifrícios com altos valores de RDA causaram maior rugosidade no esmalte. Assim, dentifrícios com alta abrasividade aumentam a rugosidade superficial, sendo fundamental cautela na escolha desses produtos.
Protocolo CEUA:0049/2024
Comissão Organizadora
Mauro Piragibe Jr
Frederico de Campos Pires
Victor Lembo
Guilherme
Comissão Científica
Armando Hayassy