A combinação de cirurgia ortognática com alinhadores ortodônticos (AO) pode representar uma alternativa mais estética para a correção de más oclusões esqueléticas de Classe III. Contudo, a estabilidade esquelética pós-operatória dessa abordagem ainda é motivo de preocupação. Este estudo prospectivo avaliou o impacto dos AO na estabilidade esquelética primária, em comparação com aparelhos fixos (AF), em pacientes submetidos à cirurgia ortognática bimaxilar com abordagem de Benefício Antecipado. Foram analisadas tomografias computadorizadas de feixe cônico obtidas antes, um mês e seis meses após a cirurgia, em 18 pacientes Classe III (9 por grupo). As maiores médias de desvios ocorreram na rotação anteroposterior, sendo na mandíbula: 2,32 ± 1,67° (AO) e 3,11 ± 2,91° (AF); e na maxila: 0,98 ± 0,96° (AO) e 1,23 ± 1,23° (AF). Na translação, os maiores desvios foram observados no pogônio, eixo Y: 2,74 ± 2,02 mm (AO) e 3,11 ± 0,93 mm (AF); e no ponto A, também no eixo Y: 0,76 ± 0,65 mm (AO) e 0,86 ± 0,66 mm (AF). Conclui-se que não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos, embora ambos tenham apresentado tendência à recidiva mandibular. A sobrecorreção cirúrgica no plano sagital pode ser uma estratégia viável para minimizar os efeitos dessa recidiva, prevenindo a protrusão excessiva dos incisivos superiores no pós-operatório, independentemente do uso de AO ou AF.
Comissão Organizadora
Mauro Piragibe Jr
Frederico de Campos Pires
Victor Lembo
Guilherme
Comissão Científica
Armando Hayassy