Defeitos ósseos maxilofaciais comprometem aspectos funcionais e estéticos. Embora os enxertos autógenos sejam o padrão terapêutico, suas limitações impulsionam a busca por alternativas, como a terapia celular com células-tronco mesenquimais (CTMs), destacadas pelo potencial osteogênico e menor morbidade na obtenção. Este trabalho propõe uma revisão atualizada sobre o uso dessas células na regeneração óssea, abordando aplicações e evidências científicas.
As CTMs podem ser obtidas de diferentes tecidos mesenquimatosos, como medula óssea e polpa dentária, podendo cada fonte apresentar um potencial osteogênico diferente. A padronização dos protocolos de coleta, cultivo e aplicação clínica é essencial para a eficácia terapêutica. Alguns métodos de obtenção podem ser realizados diretamente pelo clínico, enquanto outros demandam laboratórios especializados e equipes treinadas.
A associação de CTMs a biomateriais, como hidroxiapatita e scaffolds bioativos, potencializa a formação óssea e a integração tecidual. Estudos pré-clínicos e clínicos demonstram resultados promissores, com qualidade óssea semelhante ou superior aos enxertos autógenos e menor morbidade. Apesar do avanço, são necessários mais estudos e protocolos bem definidos para garantir tratamentos eficazes, seguros e previsíveis.
Comissão Organizadora
Mauro Piragibe Jr
Frederico de Campos Pires
Victor Lembo
Guilherme
Comissão Científica
Armando Hayassy