A população em situação de rua apresenta múltiplas vulnerabilidades que comprometem o acesso aos serviços de saúde bucal, sendo este limitado por fatores estruturais, sociais e institucionais. O presente estudo, de caráter exploratório e qualitativo, fundamenta-se em revisão de literatura e análise documental, com o objetivo de compreender os principais desafios enfrentados por essa população e identificar estratégias de ampliação do cuidado em saúde bucal. Observa-se que, apesar de avanços como a Política Nacional para a População em Situação de Rua e os Consultórios na Rua, ainda persistem barreiras como ausência de profissionais especializados, desarticulação entre os serviços, burocracia no agendamento de atendimentos e atitudes discriminatórias por parte de alguns profissionais. A superação dessas dificuldades requer o fortalecimento de políticas públicas inclusivas, a inserção efetiva da saúde bucal na atenção primária, e a atuação integrada entre os setores da saúde e da assistência social. Conclui-se que a ampliação e qualificação dos serviços, a formação de profissionais capacitados e a promoção de ações intersetoriais são fundamentais para garantir o atendimento humanizado, contínuo e equânime, promovendo a inclusão social e a redução das desigualdades no acesso à saúde bucal.
Comissão Organizadora
Mauro Piragibe Jr
Frederico de Campos Pires
Victor Lembo
Guilherme
Comissão Científica
Armando Hayassy