O uso crescente de cigarros eletrônicos tem levantado preocupações quanto aos seus efeitos na saúde oral, devido ao vapor inalado que pode causar alterações inflamatórias e modificar a microbiota bucal (Kim et al., 2018). Essas mudanças favorecem condições como gengivite, periodontite e cáries (Silva et al., 2021). Foi realizada uma revisão integrativa no PubMed, com os termos "Vape" AND "Oral Health" AND "Electronic Cigarette", aplicando filtros para artigos em inglês e português, publicados nos últimos 5 anos e com texto completo disponível. Inicialmente, 311 artigos foram identificados; após a triagem, 16 foram selecionados para análise, sendo 10 excluídos por não abordarem o tema, resultando em 6 estudos incluídos. Os dados indicam que o uso de cigarros eletrônicos está associado ao aumento da incidência de fendas orofaciais, doença periodontal, cárie, falhas em implantes e câncer bucal (Kim et al., 2018; Silva et al., 2021). Esses efeitos relacionam-se à formação de um microbioma e ao aumento da adesão microbiana, devido às substâncias viscosas dos aerossóis (Silva et al., 2021). Além disso, há evidências da associação com neoplasias malignas na cavidade oral (Andrikopoulos et al., 2019; Wasfi et al., 2022). Conclui-se que, apesar de menos prejudiciais que o cigarro convencional, os cigarros eletrônicos representam riscos relevantes à saúde bucal, exigindo mais estudos.
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Armando Hayassy