O uso de cigarros eletrônicos aumentou consideravelmente na última década, sendo promovido como alternativa menos prejudicial ao tabagismo convencional. Contudo, evidências recentes sugerem que o vapor desses dispositivos pode impactar negativamente a saúde oral, afetando tecidos periodontais, microbiota bucal e induzindo processos inflamatórios. Diante da popularização dos vapes, este estudo objetiva revisar criticamente a literatura sobre seus efeitos na cavidade oral, com foco em alterações periodontais, doenças bucais e alterações microbiológicas. Diversos estudos demonstram que o uso desses dispositivos está associado ao aumento de marcadores inflamatórios como IL-6 e TNF-?, disbiose da microbiota oral, e maior prevalência de gengivite e periodontite. Também foram relatados efeitos citotóxicos em células da mucosa oral, prejudicando sua regeneração. Embora os vapes contenham menos substâncias carcinogênicas que os cigarros tradicionais, liberam compostos nocivos como formaldeído, acetaldeído e metais pesados. Estudos clínicos e revisões sistemáticas apontam que usuários exclusivos de vapes podem apresentar níveis semelhantes de doença periodontal em comparação a fumantes convencionais. Conclui-se que são necessárias estratégias de educação em saúde e investigações de longo prazo para melhor compreender seus efeitos crônicos e orientar profissionais e usuários.
Comissão Organizadora
Mauro Piragibe Jr
Frederico de Campos Pires
Victor Lembo
Guilherme
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Armando Hayassy