O uso excessivo de smartphones pode prejudicar o sono, aumentar estresse, ansiedade e alterar a postura cervical, contribuindo para o desenvolvimento de desordens temporomandibulares (DTM). Este estudo investigou a relação entre sintomas de DTM, uso de smartphones e aspectos sociodemográficos, além de avaliar a prevalência dessas condições e orientar os participantes sobre a temática. Foram entrevistados 99 pacientes e/ou acompanhantes nas clínicas da Faculdade de Odontologia da UERJ, por meio de três questionários autoaplicáveis: (1) sociodemográfico e de saúde; (2) DC/TMD; e (3) Escala de Dependência de Smartphone (EDS). Os dados foram analisados com significância de 5%, usando teste qui-quadrado e odds ratio (OR). A amostra teve 33,3% homens e 66,7% mulheres. A média da EDS foi 15,05±12,46, com 22,2% apresentando alta dependência. Houve associação entre dependência e estado civil (P=0,014), maior entre solteiros. Participantes com dependência moderada/alta eram mais jovens (39,83±15,48) que os com dependência nula/baixa (55,12±12,94) (P=0,000). Sintomas de DTM foram relatados por 58,6%. A EDS média foi 12,07±11,72 no grupo sem DTM e 17,16±12,66 no grupo com DTM (P=0,033). Houve associação significativa entre DTM e dependência (P=0,005; OR=3,278; IC 95%: 1,412–7,610). Participantes receberam orientações, e um app educativo está em desenvolvimento.CAAE:72850423.0.0000.5259
Comissão Organizadora
Mauro Piragibe Jr
Frederico de Campos Pires
Victor Lembo
Guilherme
Comissão Científica
Armando Hayassy