A frenotomia (F), tratamento cirúrgico para liberação de freio, é considerada um procedimento simples, mas pode apresentar complicações incluindo a piora na amamentação. Objetivou-se descrever um caso em que, após a F lingual, houve formação de fibrose e necessidade de reintervenção. Paciente com 10 meses, do sexo masculino, apresentando sopro cardíaco, problemas gastrointestinais e dificuldades alimentares, encaminhado para avaliação dos freios orais. A mãe relatava dificuldades na amamentação e uso de fórmula. Foi realizada avaliação do freio utilizando os testes de Bristol (4) e Martinelli (7) que indicaram alteração. Após a autorização da pediatra foi realizada a F aos 14 meses com laser de diodo (TheraBlu®), sob anestesia local infiltrativa (lidocaína 2% com epinefrina 1:100.000), com contenção protetora e sem intercorrências. Após 20 dias, na revisão pós-operatória, observou-se fibrose e a mãe relatou piora na alimentação. Optou-se por reintervir em ambiente hospitalar. Após a anestesia geral e intubação oral, foi realizada anestesia local, incisão com bisturi, divulsão do freio e sutura com fio vicryl. Após 11 dias, o paciente apresentava tecido cicatricial esbranquiçado, mãe relatou melhora na alimentação e ganho ponderal. Conclui-se que, embora simples, a F pode evoluir com complicações, exigindo reintervenções e acompanhamento rigoroso para o sucesso terapêutico.
Comissão Organizadora
Mauro Piragibe Jr
Frederico de Campos Pires
Victor Lembo
Guilherme
Comissão Científica
Armando Hayassy