AVALIAÇÃO DO USO DE ATIVOS DESPIGMENTANTES NO MELASMA EM PELE FOTOTIPO IV: UM ESTUDO DE CASO

  • Autor
  • MARIA PRISCILA CALAÇA DA SILVA
  • Co-autores
  • ANDRESSA MARIA FREITAS DE MELO , VERONEIDE DA SILVA FREITAS , JOÃO JAIME GIFFONI LEITE , MARIA LIDUINA NANTUA BESERRA PORFIRIO , MARCIA MARIA GONÇALVES FELINTO CHAVES
  • Resumo
  •  

    Introdução: O melasma ou cloasma é um termo derivado do grego melas, cujo significado pertence a preto. Trata-se de uma hipermelanose adquirida e crônica caracterizada pela deposição anormal de melanina, por placas hiperpigmentadas e irregulares, sem sinal de processo inflamatório e de fácil diagnóstico clínico. A melanina, composta por eumelanina e feomelanina, é o pigmento que determina a coloração do tecido cutâneo, é produzida nos melanócitos e armazenada nos melanossomas que estão dentro dos queratinócitos, estes por sua vez, contém uma enzima chamada Tirosinase que desencadeia a melanogênese. A quantidade da síntese de melanina determinada pelos melanócitos está predeterminada geneticamente. A causa exata se desconhece, mas acredita-se que para acometimento do melasma existem fatores intrínsecos como as alterações hormonais e fatores extrínsecos que podem ser provenientes da fotoexposição intensa. A área de exposição envolve prominências malares, fronte, lábio superior, região nasal, queixo, pescoço, colo e antebraços. A prevalência é desconhecida mas sabe-se que países ensolarados ocorre com mais frequência. O melasma pode afetar qualquer raça ou fototipo cutâneo, contudo ocorre com mais frequência em pacientes com fototipos cutâneos altos, como os fototipos IV a VI segundo a escala de Fitzpatrick. Quanto a sua localização é classificada centrofacial, malar e mandibular. Histologicamente pode ser epidérmico, dérmico ou misto que são determinados devido ao depósito de pigmentação. A cor da pele é dada pela melanina, uma molécula que também age como fotoproteção e neutraliza os radicais livres. O tratamento permanece um desafio por se tratar de uma afecção resistente e recorrente. Objetivos: Avaliar a ação despigmentante de dois cosméticos com ativos para o melasma em pele fototipo IV. Métodos: Tratou-se de um estudo de caso intervencionista realizado em um laboratório didático de estética facial. Contou com a colaboração de uma voluntária do sexo feminino com 47 anos de idade que se encaixava nos critérios para iniciação da pesquisa. Uma ficha de anamnese foi preenchida, seguiu-se de exames clínicos e percebeu-se visivelmente desidratação e uma hiperpigmentação caracterizando melasma na região malar. Procedeu-se então aos atendimentos, os quais perfizeram um total de cinco sessões que foram ocorridos uma vez por semana. Para o protocolo deu-se inicío com a higienização com Aloe Vera, uma esfoliação com microesferas de polietileno, tonificação do pH com Alantoína. Logo após higienização prévia da pele deu-se prosseguimento com a aplicação de um cosmético que foi disposto no rosto inteiro com Ácido Tranexâmico e Niacinamida e outro cosmético apenas para as regiões com hiperpigmentação acentuada com os derivados de Resorcinol, o Phe- Resorcinol, o Hexylresorcinol e o Butylresorcinol. Em seguida utilizado fotoprotetor com Ascorbosilane C cujo veículo era um gel-creme. Para continuidade do protocolo em home care buscou-se conscientizar a voluntária sobre o uso adequado de fotoproteção e reaplicação a cada duas horas, solicitado higienização com sabonete contendo Aloe Vera, utilizar chapéu, óculos de sol ao se expor ao sol. Resultados: A cliente fototipo IV possui atividade laboral própria, com exposição solar progressiva, sem uso de fotoproteção adequada, utiliza medicamentos como Fluoxetina para tratar Ansiedade, Losartana para Hipertensão Arterial e Omeprazol para Gastrite. Queixava-se rotineiramente de uma mancha contida na face caracterizado clinicamente como melasma centro facial na região malar que continha uma coloração amarronzada denotando moderada pigmentação, com o término das cinco sessões apresentou uma discreta pigmentação e obteve-se uma uniformização do tom entre o tecido cutâneo não pigmentado e as máculas acastanhadas. A cliente não desejava procedimentos muito abrasivos para evitar efeitos adversos, portanto, ao término das sessões, a mesma relatou grande satisfação com o resultados e desejo de prosseguir com o tratamento. Não houve efeitos colaterais dos princípios ativos utilizados. Conclusão: O melasma é uma discromia bastante comum no sexo feminino com fácil diagnóstico clinico. Com o presente trabalho concluiu-se que apesar desta afecção não possuir cura a associação dos ativos despigmentantes utilizados em sinergia para tratar o melasma fototipo IV apresentou-se eficaz. Com base no mecanismo de ação dos princípios ativos empregados mostrou-se que ocorre uma inibição da síntese de melanina através da redução da atividade da enzima tirosinase feita pelo Ácido Tranexâmico, o impedimento da transferência da melanina dos melanossomas para as camadas mais externas que a Niacinamida faz, a inibição da tirosinase feita pelo Phe-resorcinol, o impedimento direto de formação de melanina realizado pelo Butylresorcinol e a forte inibição das enzimas que regulam o processo na cascata da melanogênese teve-se um resultado satisfatório. Sabe-se, contudo, que as quantidades das sessões empregadas não perfizeram total adequado e sugere-se que ocorram atendimentos. Vale ressaltar que é imprescindível a conscientização das pessoas com melasma a devida importância dos cuidados diários com a pele e o uso da fotoproteção. Referências: ANDREA, M. et al. Estudo duplo cego comparativo entre hidroquinona e extrato de uva- ursina no tratamento do melasma. Surg Cosmet Dermatol. Rio de Janeiro, 2010. MATOS, S.P. Cosmetologia aplicada. São Paulo, 2014. RIBEIRO, C. Cosmetologia aplicada a dermoestética. 2ed. São Paulo: Pharmabooks, 2010. TASSINARI, J; SINIGAGLIA, M; SINIGAGLIA, G. Raciocínio clinico aplicado a Estética Facial. 1 ed. Editora Estética Experts. Lageado, Rio Grande do Sul, 2019.

     

     

  • Palavras-chave
  • Melasma; Niacinamida; Ácido Tranexâmico.
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Procedimentos Físico-Químicos Utilizados em Estética
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Seja bem-vind@ à leitura dos Anais da Conexão Unifametro 2019!

 

Temos o prazer de disponibilizar à comunidade acadêmica os Anais do VII Encontro de Iniciação à Pesquisa, VII Encontro de Monitoria e Iniciação Científica e IX Encontro de Pós-graduação. Aqui estão os trabalhos que foram apresentados durante o evento, que agora são compartilhados em forma de artigos digitais. O tema da Conexão Unifametro 2019 foi “Diversidades tecnológicas e seus impactos sustentáveis”.

Com este tema, procuramos fomentar discussões e pesquisas que abordassem as mais diversas áreas do conhecimento, demonstrando o potencial transdisciplinar e inovador dos pesquisadores, reforçando a demanda da sustentabilidade como eixo norteador.

Tratam-se de trabalhos interessantes que podem auxiliar em estudos e pesquisas, estimular outros alunos e professores à produção científica e dar subsídios a novas práticas em campos de atuação diversos das áreas da saúde, humanas e exatas.

Esperamos que esta publicação ajude como mais uma opção de apoio à pesquisa e ao desenvolvimento científico, uma vez que concentra artigos resultantes de investigações comprometidas com a publicização do conhecimento de qualidade, a responsabilidade social e mudanças nos contextos de atuação com uso da tecnologia e seus impactos sustentáveis. 

 

Boa leitura!

Drª. Ana Ciléia Pinto Teixeira Henriques

Coordenadora da Comissão Científica da Conexão Unifametro 2019 

As normas para submissão e apresentação de trabalhos foram dispostas neste edital.

  • Alimentos, nutrição e saúde
  • Análise e Cálculo Estrutural
  • Análises Clínicas e Toxicológicas
  • Assistência Farmacêutica
  • Bem-estar animal, medicina veterinária preventiva e saúde pública veterinária
  • Business Inteligence Artificial e Sistemas de Apoio à decisão
  • Clínica e biotecnologias aplicadas em medicina veterinária
  • Constituição, Cidadania e Efetivação de Direitos
  • Contabilidade, Controladoria e Finanças
  • Desenvolvimento de Produtos e Projetos
  • Doenças Crônicas Não-transmissíveis
  • Engenharia de Software e Computação em Nuvem
  • Estratégias e Auditorias Organizacionais
  • Estudos de Utilização de Medicamentos
  • Farmácia Hospitalar e Clínica
  • Fitoterapia
  • Gestão, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade na Construção Civil
  • História, Patrimônio e Identidade
  • Inovação e Inteligência Artificial
  • Lean Manufacturing e Gestão
  • Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
  • Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
  • Políticas Públicas e Direitos Sociais
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  • Produção do Espaço, Ocupação, Gestão e Cidadania
  • Produção e Processamento de Alimentos
  • Produtos Naturais, Farmacológicos e Cosméticos
  • Promoção da Saúde e Tecnologias Aplicadas
  • Qualidade e inovação em alimentos e nutrição
  • Saneamento Ambiental, Poluição do Ar, Recursos Hídricos e Geotecnia
  • Saúde Mental e o processo de Adoecimento no Trabalho
  • Tecnologia em Engenharia de Tráfego e Transporte
  • Teoria do Projeto, da Arquitetura e da Cidade
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Comissão Organizadora

Renata Eugênia de Almeida Duarte (coordenação)
Ailton Pereira da Silva
Ana Cileia Pinto Teixeira Henriques
André Macedo de Oliveira
José Jerisvaldo Uchoa Pinto Filho
Maria Nataline da Silva Rocha
Rafael Santana da Silva Azevedo
Rita Maria Lima Rebouças
Sérgio Murilo Costa Ribeiro
Thalita do Nascimento Rodrigues

Comissão Científica

Ana Ciléia Pinto Teixeira Henriques (Coordenação)

Representações docentes

Ana Carolina de Oliveira e Silva 
Anne Caroline Moraes de Assis   
Isabelle Lucena Lavor
Moisés Maia Neto 
Patrícia da Silva Taddeo
Pedro Diniz Rebouças  
Solange Sousa Pinheiro 

A Comissão Científica permanece à disposição pelo e-mail conexaocientifica@unifametro.edu.br e presencialmente na sala da Coordenadoria de Pesquisa e Monitoria (COOPEM) localizada no Campus Carneiro da Cunha do Centro Universitário Fametro - Unifametro.

Os anais da CONEXÃO Unifametro 2018 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaofametro2018