Área Temática: ALIMENTOS E NUTRIÇÃO
Introdução: A alimentação é um dos pilares fundamentais para a manutenção da saúde e prevenção de doenças. Com o aumento do consumo de alimentos industrializados e a mudança nos padrões alimentares da população, tornou-se essencial abordar a relação entre o grau de processamento dos alimentos e seus impactos na saúde. O Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde, orienta a população sobre a importância de priorizar alimentos in natura e minimizar o consumo de ultraprocessados. Apesar de campanhas educativas e mudanças recentes nas embalagens, ainda se observa um certo desconhecimento da população sobre essa classificação e seus riscos associados. Nesse contexto, ações educativas no âmbito da Atenção Básica se mostram estratégicas para levar informações acessíveis à população e promover escolhas alimentares mais conscientes e saudáveis. Objetivos: O objetivo geral da atividade foi promover a conscientização sobre os diferentes graus de processamento dos alimentos e seus impactos na saúde, incentivando escolhas alimentares mais saudáveis entre os usuários da Unidade Básica de Saúde José Casemiro Lima Filho. Os objetivos específicos incluíram: explicar a classificação dos alimentos (in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados); sensibilizar os participantes sobre os impactos do consumo excessivo de alimentos ultraprocessados na saúde; incentivar a leitura de rótulos e a escolha de alimentos mais naturais e saudáveis.
Métodos: A atividade foi realizada no dia 02 de abril de 2025, no período da tarde, com duração de uma hora, na UBS José Casemiro Lima Filho. Participaram acadêmicos do curso de Nutrição da UniFametro, supervisionados pelas nutricionistas Bruna Palacio e Daniela Vieira. A ação foi desenvolvida de forma expositiva e interativa na entrada da unidade de saúde, utilizando materiais educativos impressos, como cartazes, folhetos, ilustrações de alimentos e rótulos de produtos industrializados. Os acadêmicos se apresentaram individualmente e, em seguida, conduziram a explicação sobre os diferentes níveis de processamento dos alimentos, destacando os benefícios do consumo de alimentos in natura e os malefícios dos ultraprocessados. Foi realizada uma dinâmica participativa, na qual os usuários deveriam classificar figuras de alimentos em suas respectivas categorias de processamento. Além disso, uma tabela visual comparativa foi exibida, mostrando as diferenças nutricionais entre uma refeição com alimentos naturais e outra com predominância de ultraprocessados. Perguntas reflexivas também foram utilizadas para estimular a participação e o pensamento crítico dos usuários. Resultados: A atividade contou com ampla participação dos usuários presentes na UBS, com interação positiva durante as explicações e a dinâmica. A classificação das figuras em suas respectivas “casas” gerou engajamento e facilitou a assimilação do conteúdo. Muitos participantes demonstraram surpresa ao descobrir que alguns alimentos considerados “comuns” no dia a dia se enquadram como ultraprocessados. Foi observado que, apesar das campanhas e alertas nutricionais em rótulos, ainda existe um déficit de conhecimento prático sobre como identificar o grau de processamento dos alimentos. A dinâmica e os materiais visuais se mostraram eficazes para tornar o conteúdo mais compreensível e aplicável ao cotidiano dos usuários.Conclusão/Considerações finais: A experiência permitiu constatar que, mesmo sendo um tema amplamente discutido nas mídias e em políticas públicas, o grau de processamento dos alimentos ainda não é plenamente compreendido por boa parte da população. O contato direto com os usuários evidenciou que há carência de ações educativas práticas e contextualizadas. Dessa forma, a realização de atividades como esta no ambiente da Atenção Básica se mostra essencial para ampliar o acesso à informação e fortalecer a autonomia da população em relação às suas escolhas alimentares. Para os acadêmicos, a atividade proporcionou desenvolvimento de habilidades de comunicação, empatia e prática educativa, fundamentais para a formação profissional. Conclui-se que ações simples, com linguagem acessível e estratégias visuais, são capazes de gerar grande impacto na compreensão e reflexão sobre os hábitos alimentares, reforçando a importância de abordagens contínuas e integradas de educação nutricional na saúde coletiva .
Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
Palavras-chave: Educação nutricional; Alimentos ultraprocessados; Saúde coletiva.
Seja bem-vind@ à leitura dos Anais da Conexão Unifametro 2025!
Temos o prazer de disponibilizar à comunidade acadêmica os Anais do XIII Encontro de Iniciação à Pesquisa, XIII Encontro de Monitoria, o XV Encontro de Pós-graduação e o VI Encontro de Experiências Docentes. Aqui estão os trabalhos que foram apresentados durante o evento, que agora são compartilhados em forma de artigos digitais.
Esperamos que essa coletânea possa auxiliar em estudos e pesquisas, estimular outros alunos e professores à produção científica e dar subsídios a novas práticas em campos de atuação diversos das áreas da saúde, humanas e exatas.
Agradecemos a todos pela confiaça em compartilhar suas produções científicas em nosso evento e contamos com sua participação na próxima Conexão!.
Boa leitura!
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