Introdução: A lesão por pressão (LP) é um dano nos tecidos cutâneos e subjacentes, geralmente causado pela pressão contínua, cisalhamento ou fricção, com maior incidência em áreas de proeminências ósseas. Na Fisioterapia é comum o tratamento de pacientes com LP por internações prolongadas e resultado de outras patologias, podendo extrapolar até para intervenção cirúrgica. Essa condição é uma causa significativa de morbidade e mortalidade, tornando essencial sua correta classificação para o manejo clínico adequado. A classificação das LP é dividida em quatro estágios, que variam conforme a profundidade e extensão da lesão. O conhecimento desses estágios é crucial, pois orienta as estratégias de tratamento e a escolha de terapias específicas para cada fase do processo de cicatrização, como a laserterapia. O uso de laser de baixa intensidade (LBI) tem se mostrado promissor, devido aos seus efeitos benéficos no reparo tecidual e na modulação de processos biológicos, sem causar danos aos tecidos. Objetivo: Identificar as evidências científicas sobre o uso da laserterapia no manejo de úlceras por pressão. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, a busca foi realizada nas bases de dados Scielo e PubMed, utilizando os operadores booleanos AND, com os descritores "laser" AND "ulcers". Foram estabelecidos como critérios de inclusão artigos publicados nos últimos 5 anos, disponíveis em texto completo e gratuito do tipo ensaio clínico randomizado, escritos em inglês e português. Foram estabelecidos como critérios de exclusão artigos duplicados e revisão sistemática. Foram encontrados 21 artigos, dos quais 15 foram excluídos por não se enquadraram nos critérios de inclusão. Resultados e Discussão: Os resultados mostram que diferentes comprimentos de onda e protocolos de laser influenciam significativamente a cicatrização. Lasers de 808?nm favoreceram a regeneração do tecido, enquanto 658?nm apresentou maior efeito anti-inflamatório. Protocolos com GaAlAs, AlGaInP, HeNe e AsGa demonstraram redução do tamanho das lesões, formação de tecido de granulação e melhora epitelial. A combinação de LED vermelho com fotossensibilizantes, como azul de metileno e curcumina, reforça o potencial da fotodinâmica como terapia adjuvante. A laserterapia mostrou eficácia em feridas por segunda intenção, com diminuição da área lesionada, melhora do tecido epitelializado e redução do exsudato. Pacientes apresentaram melhora clínica significativa e menor necessidade de analgésicos. Porém, em pessoas com lesão medular, houve limitações, como baixa adesão às orientações preventivas. Considerações finais: A laserterapia é uma alternativa promissora para o tratamento de úlceras, principalmente como complemento às abordagens convencionais, acelerando a cicatrização, reduzindo o tamanho das feridas, melhorando a qualidade do tecido regenerado e diminuindo a recorrência, especialmente em úlceras venosas. Contudo, limitações como variação de protocolos, diversidade de parâmetros e falta de padronização dificultam a comparação entre estudos, especialmente em populações específicas, como pacientes com lesão medular.
Palavras-chave: Fisioterapia; Laser; Ulcers; Tratamento
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Temos o prazer de disponibilizar à comunidade acadêmica os Anais do XIII Encontro de Iniciação à Pesquisa, XIII Encontro de Monitoria, o XV Encontro de Pós-graduação e o VI Encontro de Experiências Docentes. Aqui estão os trabalhos que foram apresentados durante o evento, que agora são compartilhados em forma de artigos digitais.
Esperamos que essa coletânea possa auxiliar em estudos e pesquisas, estimular outros alunos e professores à produção científica e dar subsídios a novas práticas em campos de atuação diversos das áreas da saúde, humanas e exatas.
Agradecemos a todos pela confiaça em compartilhar suas produções científicas em nosso evento e contamos com sua participação na próxima Conexão!.
Boa leitura!
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