Introdução: O período de transição em vacas leiteiras, que ocorre entre três semanas antes e após o parto, é crítico para a saúde e produtividade dos animais. Alterações hormonais, metabólicas e fisiológicas aumentam a vulnerabilidade a doenças, como a cetose, um distúrbio causado por um desbalanço energético negativo. Este desequilíbrio ocorre devido à ingestão insuficiente de alimentos em relação à demanda metabólica na lactação, levando à mobilização de gordura e formação excessiva de corpos cetônicos. A cetose tem grande impacto econômico, principalmente na forma subclínica, que reduz a produção de leite e acarreta perdas significativas na produção. Objetivo: Revisar sobre os principais aspectos da cetose subclínica em vacas leiteiras, abordando repercussões econômicas, a relevância do diagnóstico precoce e as principais medidas preventivas voltadas à saúde e à produtividade dos rebanhos. Metodologia: Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa de caráter exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa, baseado em publicações de livros, revistas e artigos científicos. A base em dados utilizadas foram as plataformas SciELO e Google Acadêmico. Foram analisados artigos científicos que abordam temas relacionados à fisiopatologia, diagnóstico e tratamento da cetose. Resultados e Discussão: A cetose subclínica é uma enfermidade metabólica de elevada incidência em vacas leiteiras de alta produção, especialmente durante o pós-parto. A condição é resultado do balanço energético negativo ocasionado pela elevada demanda energética da lactação, associada à redução do consumo de matéria seca e a manejos nutricionais inadequados. Em um estudo realizado com vacas da raça Holandesa mantidas em sistema intensivo de produção, observou-se uma elevada prevalência de cetose subclínica entre os diferentes grupos de lactação. Os dados revelaram que vacas de terceira lactação apresentaram a maior ocorrência da forma subclínica da enfermidade, atingindo 86,7% dos casos nesse grupo. De modo geral, a cetose subclínica foi mais frequente que a clínica, com destaque para as vacas multíparas, que concentraram a maior parte dos casos. Esses achados reforçam a vulnerabilidade das multíparas à cetose subclínica, especialmente no pós-parto, quando a demanda energética é intensificada e o risco metabólico aumenta significativamente. O diagnóstico da cetose subclínica representa um desafio clínico por sua natureza assintomática, exigindo o uso de métodos laboratoriais específicos. A mensuração do beta-hidroxibutirato (BHBA), principal corpo cetônico circulante no sangue, é o método mais preciso. A avaliação pode ser realizada por meio de medidores portáteis em amostras de sangue. Testes no leite também são utilizados, embora com menor sensibilidade. As consequências da cetose subclínica são amplas, incluindo redução da produção leiteira, queda nas taxas de concepção, prolongamento do intervalo entre partos, além do descarte precoce e da diminuição da longevidade produtiva. Sua progressão para a forma clínica gera custos adicionais com tratamento e perdas econômicas mais severas. Considerações Finais: Conclui-se que a cetose subclínica é um distúrbio metabólico frequente em vacas leiteiras, com repercussões produtivas e econômicas significativas. A prevenção, aliada ao diagnóstico precoce por meio do BHBA, é fundamental para reduzir prejuízos. Intervenções rápidas asseguram melhor saúde, desempenho e longevidade dos rebanhos.
Seja bem-vind@ à leitura dos Anais da Conexão Unifametro 2025!
Temos o prazer de disponibilizar à comunidade acadêmica os Anais do XIII Encontro de Iniciação à Pesquisa, XIII Encontro de Monitoria, o XV Encontro de Pós-graduação e o VI Encontro de Experiências Docentes. Aqui estão os trabalhos que foram apresentados durante o evento, que agora são compartilhados em forma de artigos digitais.
Esperamos que essa coletânea possa auxiliar em estudos e pesquisas, estimular outros alunos e professores à produção científica e dar subsídios a novas práticas em campos de atuação diversos das áreas da saúde, humanas e exatas.
Agradecemos a todos pela confiaça em compartilhar suas produções científicas em nosso evento e contamos com sua participação na próxima Conexão!.
Boa leitura!
Comissão Científica da Conexão Unifametro 2025.
As normas para submissão e apresentação de trabalhos podem ser acessadas em: https://doity.com.br/conexao-unifametro-2025/artigos
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Unifametro
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Fábio Júnior Braga
VILDANÁLIA GUEDES MASCARENHAS MARQUES
Ana Lerry Teixeira Arimatéia
MARIA ISABELE DE SOUSA SOARES
Anderson Oliveira
Kely de Souza Pereira Maciel
Letícia dos Santos Souza
Jefferson de Melo e Silva Cardoso
Yara Emilly Lima Bezerra
VIVIANY SANTOS OLIVEIRA
Kauã Alexsander Gomes Carvalho
Roberta Freitas Celedonio
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A Comissão Científica permanece à disposição pelo e-mail conexaocientifica@unifametro.edu.br e presencialmente na sala da Coordenadoria de Pesquisa e Monitoria (COOPEM) localizada no Campus Carneiro da Cunha do Centro Universitário Fametro - Unifametro.
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2024 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2024
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Os anais da CONEXÃO Unifametro 2022 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2022
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2021 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2021
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2020 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2020
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2019 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2019
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