Introdução: A ultrassonografia é uma ferramenta fundamental na rotina clínica de felinos, especialmente na avaliação gastrointestinal. No modo B, possibilita identificar alterações inflamatórias, neoplásicas e obstrutivas de forma não invasiva. É de suma importância destacar que o paciente pode não apresentar sinais clínicos evidentes, mas alterações podem estar presentes e ser identificadas no exame de imagem, evidenciando a relevância do acompanhamento ultrassonográfico. Contudo, a ausência de alterações ultrassonográficas não exclui a possibilidade de doença inflamatória intestinal ou de outras patologias gastrointestinais. Objetivo: Portanto, este trabalho tem como objetivo revisar os principais aspectos das afecções gastrointestinais na ultrassonografia felina. Metodologia: A presente pesquisa trata-se de uma revisão de literatura sobre achados ultrassonográficos, nas quais foram considerados parâmetros como espessura da parede intestinal, preservação da definição da estratificação parietal, ecogenicidade, presença de nódulos hipoecóicos, linfonodos reativos, massas sólidas e achados relacionados à junção íleo-ceco-cólica (JCC). Resultados e Discussão: Logo, as alterações mais comuns incluem espessamento difuso leve da parede intestinal, geralmente com preservação das camadas, porém podem ser observados nódulos hipoecóicos de 1 a 3 mm em região de submucosa. Quando essas lesões são disseminadas, pode ocorrer perda parcial ou completa da estratificação, sugerindo neoplasia. Outro achado recorrente é o espessamento da camada muscular no intestino delgado, preservando-se as camadas e sem presença de massas, frequentemente associado a enterite eosinofílica. O espessamento muscular, em geral, é igual ou maior que a submucosa do estômago, duodeno, jejuno e íleo, podendo ser comparado ao diâmetro da aorta nesses segmentos. Entretanto, gatos com linfoma de baixo grau também podem apresentar espessamento seletivo difuso da camada muscular. Outras afecções importantes incluem a presença de corpos estranhos, tumores de mastócitos e histoplasmose. Além disso, os adenocarcinomas podem surgir como massas solitárias com perda da estratificação, provocando obstrução intestinal e acúmulo de líquido. Massas não malignas, como granulomas associados à peritonite infecciosa felina ou pólipos duodenais, também podem ser identificados. Em casos de PIF, observa-se espessamento jejunal grave (até 9 mm) e perda da estratificação. Outro ponto são as intussuscepções, ainda que raras em gatos, apresentam-se de forma semelhante às descritas em cães, com padrão de linhas paralelas hipoecoicas e hiperecogênicas alternadas, além de áreas anecoicas compatíveis com vasos linfáticos e sanguíneos dilatados. Os corpos estranhos lineares são relativamente comuns, frequentemente ancorados na região oral, causando plicatura intestinal. Ultrassonograficamente, evidenciam alças sobrepostas em padrão plissado. O corpo estranho aparece como linha ecogênica variável, com ou sem sombra acústica, e geralmente causa obstrução parcial, resultando em uma dilatação intestinal. Por fim, as alterações da junção íleo-ceco-cólica (JCC) são frequentes em gatos com sinais gastrointestinais, achados incluem linfonodos cecais aumentados, gordura mesentérica hiperecogênica, líquido peritoneal focal, e espessamento ileal e cecal. Considerações Finais: A ultrassonografia abdominal em felinos é um exame indispensável, permitindo identificar alterações inflamatórias, neoplásicas, infecciosas e obstrutivas. O exame fornece informações relevantes para o diagnóstico diferencial e deve ser considerado método de primeira escolha na rotina clínica, sempre integrado a exames complementares e ao quadro clínico do paciente.
Seja bem-vind@ à leitura dos Anais da Conexão Unifametro 2025!
Temos o prazer de disponibilizar à comunidade acadêmica os Anais do XIII Encontro de Iniciação à Pesquisa, XIII Encontro de Monitoria, o XV Encontro de Pós-graduação e o VI Encontro de Experiências Docentes. Aqui estão os trabalhos que foram apresentados durante o evento, que agora são compartilhados em forma de artigos digitais.
Esperamos que essa coletânea possa auxiliar em estudos e pesquisas, estimular outros alunos e professores à produção científica e dar subsídios a novas práticas em campos de atuação diversos das áreas da saúde, humanas e exatas.
Agradecemos a todos pela confiaça em compartilhar suas produções científicas em nosso evento e contamos com sua participação na próxima Conexão!.
Boa leitura!
Comissão Científica da Conexão Unifametro 2025.
As normas para submissão e apresentação de trabalhos podem ser acessadas em: https://doity.com.br/conexao-unifametro-2025/artigos
Comissão Organizadora
Unifametro
Antônio Adriano da Rocha Nogueira
Fábio Júnior Braga
VILDANÁLIA GUEDES MASCARENHAS MARQUES
Ana Lerry Teixeira Arimatéia
MARIA ISABELE DE SOUSA SOARES
Anderson Oliveira
Kely de Souza Pereira Maciel
Letícia dos Santos Souza
Jefferson de Melo e Silva Cardoso
Yara Emilly Lima Bezerra
VIVIANY SANTOS OLIVEIRA
Kauã Alexsander Gomes Carvalho
Roberta Freitas Celedonio
Comissão Científica
A Comissão Científica permanece à disposição pelo e-mail conexaocientifica@unifametro.edu.br e presencialmente na sala da Coordenadoria de Pesquisa e Monitoria (COOPEM) localizada no Campus Carneiro da Cunha do Centro Universitário Fametro - Unifametro.
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2024 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2024
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2023 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2023
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2022 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2022
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2021 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2021
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2020 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2020
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2019 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2019
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2018 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaofametro2018