A violência contra crianças e adolescentes é um fenômeno histórico e persistente, que se manifesta de formas diversas — físicas, psicológicas, sexuais, institucionais e por negligência — e impacta profundamente o desenvolvimento humano (OMS, 2024). O Brasil avançou com marcos legais como a Constituição Federal de 1988, que em seu artigo 227 estabelece a prioridade absoluta dos direitos da infância, e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, 1990), que consolida a doutrina da proteção integral. Entretanto, os dados permanecem alarmantes: em 2023, o Disque 100 registrou mais de 180 mil denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes, incluindo maus-tratos, exploração sexual e negligência (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, 2023). No espaço escolar, essas violações se expressam, muitas vezes, em forma de bullying e cyberbullying, práticas que expõem estudantes à humilhação, exclusão social e sofrimento psicológico, podendo desencadear transtornos emocionais graves (Olweus, 1993; Abramovay, 2015).
Considerando que a escola é o segundo espaço de socialização mais importante após a família, torna-se estratégico o seu papel na prevenção e no enfrentamento da violência, seja pela observação de sinais, seja pela criação de uma cultura de paz e de respeito (Silva & Nascimento, 2021). Assim, este trabalho tem como objetivo analisar a escola como espaço de prevenção à violência contra crianças e adolescentes, destacando ações pedagógicas, legais e de gestão necessárias para a efetivação da proteção integral.
Embora os avanços normativos tenham garantido direitos fundamentais, o desafio está em transformar essas garantias jurídicas em práticas concretas no cotidiano escolar. A efetividade das leis depende da formação de profissionais capazes de identificar situações de risco, acolher as vítimas e articular respostas em rede com outros setores da sociedade. Nesse sentido, compreender a escola como ambiente protetivo implica também repensar as relações de poder existentes em seu interior, que, quando assimétricas, podem reproduzir formas de violência institucional.
Outro ponto a ser considerado é a influência das transformações sociais e tecnológicas, que ampliaram as formas de manifestação da violência contra crianças e adolescentes. O crescimento do uso das redes sociais, especialmente entre jovens, potencializou episódios de cyberbullying, discurso de ódio e exposição indevida de dados e imagens. Esses fatores exigem que a escola se adapte a uma nova realidade, em que os muros físicos já não delimitam o espaço de ocorrência da violência, mas em que a instituição ainda tem responsabilidade no acompanhamento e na orientação dos estudantes.
Dessa forma, analisar a escola como espaço de prevenção à violência é também refletir sobre sua função social na contemporaneidade. Para além da transmissão de conteúdos acadêmicos, a instituição escolar deve ser entendida como um espaço de cidadania, em que o respeito, a dignidade e a diversidade sejam princípios orientadores das práticas educativas. Ao assumir esse papel, a escola contribui não apenas para a proteção imediata de crianças e adolescentes, mas também para a formação de uma sociedade mais justa, equitativa e comprometida com os direitos humanos.
Seja bem-vind@ à leitura dos Anais da Conexão Unifametro 2025!
Temos o prazer de disponibilizar à comunidade acadêmica os Anais do XIII Encontro de Iniciação à Pesquisa, XIII Encontro de Monitoria, o XV Encontro de Pós-graduação e o VI Encontro de Experiências Docentes. Aqui estão os trabalhos que foram apresentados durante o evento, que agora são compartilhados em forma de artigos digitais.
Esperamos que essa coletânea possa auxiliar em estudos e pesquisas, estimular outros alunos e professores à produção científica e dar subsídios a novas práticas em campos de atuação diversos das áreas da saúde, humanas e exatas.
Agradecemos a todos pela confiaça em compartilhar suas produções científicas em nosso evento e contamos com sua participação na próxima Conexão!.
Boa leitura!
Comissão Científica da Conexão Unifametro 2025.
As normas para submissão e apresentação de trabalhos podem ser acessadas em: https://doity.com.br/conexao-unifametro-2025/artigos
Comissão Organizadora
Unifametro
Antônio Adriano da Rocha Nogueira
Fábio Júnior Braga
VILDANÁLIA GUEDES MASCARENHAS MARQUES
Ana Lerry Teixeira Arimatéia
MARIA ISABELE DE SOUSA SOARES
Anderson Oliveira
Kely de Souza Pereira Maciel
Letícia dos Santos Souza
Jefferson de Melo e Silva Cardoso
Yara Emilly Lima Bezerra
VIVIANY SANTOS OLIVEIRA
Kauã Alexsander Gomes Carvalho
Roberta Freitas Celedonio
Comissão Científica
A Comissão Científica permanece à disposição pelo e-mail conexaocientifica@unifametro.edu.br e presencialmente na sala da Coordenadoria de Pesquisa e Monitoria (COOPEM) localizada no Campus Carneiro da Cunha do Centro Universitário Fametro - Unifametro.
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2024 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2024
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2023 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2023
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2022 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2022
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2021 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2021
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2020 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2020
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2019 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2019
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2018 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaofametro2018