Introdução: A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, sendo considerada um período crítico no desenvolvimento humano. A literatura aponta que, nessa fase, um mundo novo ocupa o lugar da infância e o indivíduo começa a conquistar espaços em si e na sociedade. Contudo, quando atravessada por contextos de vulnerabilidade, como exclusão, violência e pobreza, pode gerar consequências significativas para a saúde mental. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo analisar os fatores que afetam a saúde mental de adolescentes em cumprimento de Medidas Socioeducativas - MSE por ato infracional, considerando seus contextos psicossociais e os desafios enfrentados no atendimento psicológico dentro do sistema socioeducativo. Metodologia: O método utilizado foi uma revisão bibliográfica exploratória de artigos científicos encontrados na Biblioteca Virtual SciELO, com os descritores e estratégias de busca: ato infracional and medidas socioeducativas; adolescência and saúde mental. Foram adotados como critérios de inclusão artigos publicados dos últimos onze anos, que abordassem a temática proposta, como critérios de exclusão desconsideraram-se trabalhos que não tratavam da saúde mental de adolescentes em cumprimento de MSE além de três obras relevantes do estudo da Psicologia Jurídica, bem como o documento legal ECA. Resultados e Discussão: O ECA estabelece que adolescentes autores de ato infracional são inimputáveis e devem ser tratados como sujeitos de direitos em condição peculiar de desenvolvimento. A partir disso, as MSE têm como objetivo a promoção de responsabilização juvenil diante de um ato infracional, ao mesmo tempo que deve favorecer o fortalecimento de vínculos com a família e comunidade, com foco na ressignificação de suas vivências e reconstrução de projetos de vidas. Porém, na prática muitos enfrentam uma trajetória marcada por negligência familiar, rompimento de vínculos afetivos, experiências de violência urbana e institucional, abandono escolar e estigmatização social, fatores que impactam a saúde emocional e comportamental. Além disso, a precariedade das condições de internação contribui para processos de dessocialização, ao invés da reintegração. Estudos indicam que, de 184 adolescentes em cumprimento de MSE, 155 utilizaram medicação durante a internação, e apenas 37 não apresentaram diagnóstico de transtorno mental, sendo frequentes sintomas de ansiedade e depressão. Muitas vezes, o ato infracional expressa sofrimento não verbalizado, decorrente de contextos de vulnerabilidade social extrema e ausência de suporte psicológico ao longo da vida. A institucionalização, ainda que prevista legalmente como medida excepcional, pode corroborar com o sofrimento mental quando não acompanhada por ações intersetoriais de cuidado e reintegração social. A falta de psicólogos nas equipes técnicas, a precariedade das unidades socioeducativas e a permanência de uma visão punitivista configuram obstáculos à promoção da saúde mental desses adolescentes.Considerações finais: É fundamental que o psicólogo nesse contexto vá além da avaliação técnica para fins jurídicos, se pactuando com uma prática crítica, ética e comprometida com os direitos humanos. A saúde mental desses adolescentes deve ser vista como parte central no processo de ressocialização. Compreender o sofrimento psíquico como expressão de uma realidade social desigual é o primeiro passo para construir políticas públicas e práticas profissionais mais eficazes e transformadoras.
Seja bem-vind@ à leitura dos Anais da Conexão Unifametro 2025!
Temos o prazer de disponibilizar à comunidade acadêmica os Anais do XIII Encontro de Iniciação à Pesquisa, XIII Encontro de Monitoria, o XV Encontro de Pós-graduação e o VI Encontro de Experiências Docentes. Aqui estão os trabalhos que foram apresentados durante o evento, que agora são compartilhados em forma de artigos digitais.
Esperamos que essa coletânea possa auxiliar em estudos e pesquisas, estimular outros alunos e professores à produção científica e dar subsídios a novas práticas em campos de atuação diversos das áreas da saúde, humanas e exatas.
Agradecemos a todos pela confiaça em compartilhar suas produções científicas em nosso evento e contamos com sua participação na próxima Conexão!.
Boa leitura!
Comissão Científica da Conexão Unifametro 2025.
As normas para submissão e apresentação de trabalhos podem ser acessadas em: https://doity.com.br/conexao-unifametro-2025/artigos
Comissão Organizadora
Unifametro
Antônio Adriano da Rocha Nogueira
Fábio Júnior Braga
VILDANÁLIA GUEDES MASCARENHAS MARQUES
Ana Lerry Teixeira Arimatéia
MARIA ISABELE DE SOUSA SOARES
Anderson Oliveira
Kely de Souza Pereira Maciel
Letícia dos Santos Souza
Jefferson de Melo e Silva Cardoso
Yara Emilly Lima Bezerra
VIVIANY SANTOS OLIVEIRA
Kauã Alexsander Gomes Carvalho
Roberta Freitas Celedonio
Comissão Científica
A Comissão Científica permanece à disposição pelo e-mail conexaocientifica@unifametro.edu.br e presencialmente na sala da Coordenadoria de Pesquisa e Monitoria (COOPEM) localizada no Campus Carneiro da Cunha do Centro Universitário Fametro - Unifametro.
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2024 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2024
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2023 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2023
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2022 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2022
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2021 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2021
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2020 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2020
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2019 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2019
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2018 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaofametro2018