Introdução: O racismo religioso é uma forma de discriminação que atinge especialmente as religiões de matriz africana no Brasil, sendo resultado do racismo estrutural presente desde o período colonial. Essas religiões, como o Candomblé e a Umbanda, foram historicamente perseguidas e associadas a práticas ilegítimas. Mesmo com o reconhecimento atual de sua importância cultural e espiritual, os praticantes ainda enfrentam intolerância e violência, o que causa impactos psicossociais, como sofrimento emocional e exclusão social. Esse tema exige reflexão e debate, considerando a importância da liberdade religiosa e do respeito à diversidade. Objetivo: Essa pesquisa propõe analisar os impactos psicossociais do racismo religioso em pessoas de religiões de matriz africana. Metodologia: Esta pesquisa foi fundamentada por meio de uma revisão de literatura com abordagem qualitativa, voltada à compreensão das experiências e significados atribuídos por praticantes de religiões de matriz africana diante do racismo religioso, considerando aspectos de identidade, pertencimento e saúde mental. As buscas foram realizadas nas bases SciELO, PePSIC, PubMed, Google Scholar e Portal de Periódicos da CAPES, utilizando descritores do DeCS, como “Intolerância Religiosa”, “Religiões Afro-Brasileiras”, “Saúde Mental”, “Identidade Cultural”, “Discriminação Racial” e “Autoestima”, além das palavras-chave “racismo religioso” e “pertencimento social”. Foram incluídos artigos, dissertações e teses publicados entre 2013 e 2025, em português, que tratassem da discriminação religiosa nas religiões de matriz africana. Excluíram-se textos sem revisão por pares, produções opinativas e estudos fora do tema. A análise baseou-se nos princípios da análise de conteúdo, identificando categorias e padrões temáticos sobre os impactos psicossociais da discriminação religiosa. Essa abordagem buscou garantir rigor científico e coerência interpretativa. Resultados e Discussão: A revisão da literatura revelou que o racismo religioso gera impactos psicossociais significativos em praticantes de religiões de matriz africana. Entre os principais efeitos estão o sofrimento emocional, baixa autoestima, insegurança identitária, isolamento social e prejuízos à saúde mental. Estudos indicam que o estigma associado a essas religiões reforça a exclusão social, tanto em espaços públicos quanto institucionais, como no trabalho e nos serviços de saúde. Além disso, os praticantes frequentemente enfrentam discriminação simbólica e material, sendo levados a esconder sua fé para evitar represálias. A intolerância religiosa promove sofrimento psíquico e limita a expressão cultural e espiritual dos povos de terreiro, configurando uma forma de violência estrutural e institucionalizada”. Esses dados evidenciam a urgência de combater a intolerância religiosa e promover o respeito à diversidade cultural e espiritual no Brasil. Considerações finais: Os dados analisados nesta pesquisa evidenciam que o racismo religioso constitui uma grave violação dos direitos humanos, afetando profundamente a saúde mental e o bem-estar psicossocial dos praticantes de religiões de matriz africana. A persistência da intolerância, sustentada por estigmas históricos e práticas discriminatórias, compromete não apenas a liberdade religiosa, mas também a dignidade e o pertencimento social dessas comunidades. Diante disso, torna-se essencial ampliar os debates sobre o tema, promover a educação para a diversidade religiosa e implementar políticas públicas que assegurem a proteção e o reconhecimento das tradições afro-brasileiras. O enfrentamento do racismo religioso deve ser uma prioridade coletiva, envolvendo escolas, instituições públicas, meios de comunicação e a sociedade como um todo, a fim de garantir o respeito à pluralidade cultural e espiritual no Brasil.
Palavras-chave: INTOLERÂNCIA RELIGIOSA; RACISMO RELIGIOSO; SAÚDE MENTAL.
Referências:
ALMEIDA, Silvio Luiz de. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019.
JESUS, Edna Roland de. Intolerância religiosa e racismo no Brasil. Revista de Direitos Humanos, v. 22, n. 2, 2020.
PRANDI, Reginaldo. Religião e sociedade: ensaios em sociologia da religião. São Paulo: Hucitec, 2001.
SILVA, Vagner Gonçalves da. Racismo religioso: intolerância e violência contra religiões de matriz africana no Brasil. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 32, n. 94, 2017.
MARTINS, Ana Raquel Mattoso Chagas. A Koju! ? Resistimos!: Efeitos psicossociais da intolerância religiosa aos adeptos de religiões de matriz africana em Campos dos Goytacazes. 2023. 110 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) – Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro.
Seja bem-vind@ à leitura dos Anais da Conexão Unifametro 2025!
Temos o prazer de disponibilizar à comunidade acadêmica os Anais do XIII Encontro de Iniciação à Pesquisa, XIII Encontro de Monitoria, o XV Encontro de Pós-graduação e o VI Encontro de Experiências Docentes. Aqui estão os trabalhos que foram apresentados durante o evento, que agora são compartilhados em forma de artigos digitais.
Esperamos que essa coletânea possa auxiliar em estudos e pesquisas, estimular outros alunos e professores à produção científica e dar subsídios a novas práticas em campos de atuação diversos das áreas da saúde, humanas e exatas.
Agradecemos a todos pela confiaça em compartilhar suas produções científicas em nosso evento e contamos com sua participação na próxima Conexão!.
Boa leitura!
Comissão Científica da Conexão Unifametro 2025.
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