Introdução: A qualidade do ar em centros cirúrgicos é um fator determinante para o sucesso dos procedimentos e para a preservação da saúde de animais e profissionais expostos a esses ambientes. Em clínicas veterinárias, além da preocupação com microrganismos suspensos no ar que podem causar infecções pós-operatórias, destaca-se a presença de gases anestésicos residuais, frequentemente associados a riscos ocupacionais. Microrganismos como bactérias, fungos e esporos encontram nos centros cirúrgicos condições favoráveis para disseminação, especialmente em locais com fluxo constante de pessoas, falhas na higienização ou sistemas de ventilação deficientes. Paralelamente, gases anestésicos inalados, como o óxido nitroso e os halogenados, podem permanecer no ar e causar efeitos adversos tanto em curto quanto em longo prazo. A ausência de sistemas adequados de ventilação e exaustão favorece a permanência desses agentes, aumentando a probabilidade de contaminação e exposição. Nesse contexto, investigar a qualidade do ar em ambientes cirúrgicos veterinários é fundamental para subsidiar melhorias em protocolos de biossegurança, reduzir complicações e garantir proteção a todos os envolvidos. Objetivo: Diante do exposto, este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão de literatura sobre a qualidade do ar em centros cirúrgicos de clínicas veterinárias, com ênfase na presença de microrganismos e gases anestésicos residuais, visando subsidiar a adoção de medidas que aprimorem a biossegurança e a proteção de animais e profissionais. Metodologia: Foi conduzida uma revisão de literatura descritiva, de caráter qualitativo, baseada em publicações disponíveis nas bases SciELO, ResearchGate e Google Scholar. Foram considerados estudos que abordaram a presença de microrganismos e a concentração de gases anestésicos residuais em centros cirúrgicos, com foco em implicações para a biossegurança. Resultados e Discussão: A revisão mostrou que a qualidade do ar em centros cirúrgicos veterinários depende de ventilação, higienização e controle de fluxo de pessoas. Foram identificadas bactérias como Staphylococcus spp., Streptococcus spp. e Pseudomonas spp., além de fungos como Aspergillus e Candida. Esporos fúngicos destacam-se pela resistência ambiental e risco de infecções oportunistas. No caso dos gases anestésicos, como óxido nitroso e halogenados, verificou-se que suas concentrações frequentemente ultrapassam limites de segurança em locais sem ventilação ou exaustão adequadas. Microrganismos aerotransportados comprometem a assepsia e aumentam complicações pós-operatórias, enquanto bactérias oportunistas e esporos resistentes evidenciam falhas em higienização e ventilação, mostrando que protocolos convencionais nem sempre são eficazes. Gases anestésicos residuais representam risco ocupacional, associados a sintomas, como cefaleia e tontura, e a efeitos crônicos, incluindo distúrbios neurológicos e reprodutivos. Medidas como ventilação com pressão positiva, renovação mínima de 15 a 20 trocas de ar por hora e uso de filtros HEPA são eficazes, mas pouco aplicadas em clínicas veterinárias. A literatura evidencia discrepância entre recomendações técnicas e prática clínica, reforçando a necessidade de investimentos em infraestrutura e monitoramentos periódicos. Considerações finais: A presença de microrganismos e gases anestésicos no ar de centros cirúrgicos veterinários representa riscos significativos à saúde de pacientes e equipes. A adoção de medidas de biossegurança baseadas em ventilação adequada, higienização rigorosa e monitoramento ambiental deve ser priorizada para elevar a qualidade dos serviços cirúrgicos e promover maior segurança ocupacional.
Seja bem-vind@ à leitura dos Anais da Conexão Unifametro 2025!
Temos o prazer de disponibilizar à comunidade acadêmica os Anais do XIII Encontro de Iniciação à Pesquisa, XIII Encontro de Monitoria, o XV Encontro de Pós-graduação e o VI Encontro de Experiências Docentes. Aqui estão os trabalhos que foram apresentados durante o evento, que agora são compartilhados em forma de artigos digitais.
Esperamos que essa coletânea possa auxiliar em estudos e pesquisas, estimular outros alunos e professores à produção científica e dar subsídios a novas práticas em campos de atuação diversos das áreas da saúde, humanas e exatas.
Agradecemos a todos pela confiaça em compartilhar suas produções científicas em nosso evento e contamos com sua participação na próxima Conexão!.
Boa leitura!
Comissão Científica da Conexão Unifametro 2025.
As normas para submissão e apresentação de trabalhos podem ser acessadas em: https://doity.com.br/conexao-unifametro-2025/artigos
Comissão Organizadora
Unifametro
Antônio Adriano da Rocha Nogueira
Fábio Júnior Braga
VILDANÁLIA GUEDES MASCARENHAS MARQUES
Ana Lerry Teixeira Arimatéia
MARIA ISABELE DE SOUSA SOARES
Anderson Oliveira
Kely de Souza Pereira Maciel
Letícia dos Santos Souza
Jefferson de Melo e Silva Cardoso
Yara Emilly Lima Bezerra
VIVIANY SANTOS OLIVEIRA
Kauã Alexsander Gomes Carvalho
Roberta Freitas Celedonio
Comissão Científica
A Comissão Científica permanece à disposição pelo e-mail conexaocientifica@unifametro.edu.br e presencialmente na sala da Coordenadoria de Pesquisa e Monitoria (COOPEM) localizada no Campus Carneiro da Cunha do Centro Universitário Fametro - Unifametro.
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2024 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2024
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2023 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2023
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2022 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2022
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2021 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2021
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2020 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2020
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2019 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaounifametro2019
Os anais da CONEXÃO Unifametro 2018 estão disponíveis no link: https://doity.com.br/anais/conexaofametro2018