Introdução: A imunização é um dos métodos mais seguros e eficazes para prevenir a infecção e a disseminação de doenças infecciosas na população. No Brasil, há programas do governo para tornar as vacinas acessíveis a todos, por conseguinte, a diminuição dos efeitos prejudiciais causados por patógenos. No entanto, uma parcela da população é contrária às imunizações, fato que gerou várias polêmicas e prejuízos consideráveis aos programas de vacinação em várias partes do mundo. Nesse sentido, o movimento antivacinação foi inserido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em seu relatório, como um dos dez maiores riscos à saúde mundial. Os objetivos desse trabalho foram revisar e identificar os motivos alegados pelos movimentos antivacinas e as consequências da recusa vacinal. Métodos: Trata-se de uma revisão bibliográfica, baseado em produções científicas selecionadas nas bases de dados do Google acadêmico, SCIELO e PUBMED nos idiomas português e inglês, publicados entre os anos de 2009 e 2019 com os descritores: antivacina, movimento antivacina e imunização. Resultados: Foram selecionados 12 artigos, onde constatou-se que campanhas publicitárias antivacinas, principalmente disseminadas em mídias sociais e sem caráter científico, as chamadas “fake news", contribuíram para a evasão da população, especialmente de crianças, ao calendário de vacinação e favoreceu o ressurgimento de casos de doenças imunopreveníveis como o sarampo. Os estudos também demonstraram que houve falhas na divulgação de campanhas de vacinação. Esses fatores colaboraram para o reaparecimento de doenças infecciosas, como o sarampo e a coqueluche. Percebeu-se uma ascensão do movimento antivacina no cenário global e no Brasil. Indícios apontam diversos fatores como fomentadores desse fenômeno, sendo eles o medo dos efeitos adversos, o radicalismo religioso e falta de comunicação e informações fidedignas sobre vacinas. Conclusão: Dessa forma, os movimentos antivacinas foram responsáveis pelo aumento da recusa vacinal. Sugere-se que os profissionais da saúde sejam incentivados a desenvolverem métodos de intervenção junto à sociedade afim de combater os argumentos desses movimentos e obter adesão adequada às campanhas de vacinação.
Comissão Organizadora
I Congresso Interligas de Ciência e Saúde
Laryssa Cristina Terra Sousa
Jardel de Almeida Monteiro
ABLAM Nacional
Geovanna Ribeiro Athie
Isabella Polyanna Silva e Souza
Ludmila Raynner Carvalho Alves
Juan Felipe Galvão da Silva
Álvaro Alves de Sá Júnior
Marcus Vinícius Santos do Nascimento
Ana Elisa Pereira Braga
Henrique Galvão da Silva
Mayane Oliveira Assis
Helena Cardoso Bernardes
Isabela Geres Batista Ramos
Marco Antônio da Silva Júnior
Maria
Sthefani Ferreira Bonfim da Silva
Beatriz Pereira Vilela
Camila Ferreira Silva
Flávia Ferreira Costa
Izabella Bernardes Araujo
Luisa Miranda Zafalão
Mariana Rodrigues Ferreira
Gustavo Albertini de Souza
Mathias Rezende Macedo
Antônio Carlos Ferreira Tonhá
Izadora Rodrigues da Cunha
Kátia Lorena Alves de Queiroz
Lysandra de Queiroz Cunha Barradas
Raissa Brunis Fiori Salvador
FÁBIO MORATO DE OLIVEIRA
Aline Alves Moura
Larissa Jacob Rakowski
Pedro Augusto Barbosa Silva
Julia Mathias Mendonça Meirelles
Larissa Alves Peixoto
Bárbara Cortez Martinez
Cintia Morais Vieira
Felipe de Andrade Bandeira
Júlia
Nathalia Bandeira de Almeida
Vinicius Rodrigues de Andrade
Enzo Lustosa Campos
EDLAINE FARIA DE MOURA VILLELA
Guilherme Sastre de Souza
Sarah Amancio Valvassoura
Andressa Oliveira Gomes
Iwry Alves Salgado
José França Rezende Neto
Luis Henrique da Silva Lima
Felipe Coutinho Rodrigues
Ingrid Ferreira Santos
Irena Kuzmiecz Costa
Laryssa Cristina Terra Sousa
Marcela Costa de Almeida Silva
Pamela Luquetti Paiva
Renata Vitorino Borges
Thalía Rissa Silva
Mariana de Moura Lopes
Vitória Moraes de Campos Belo
Comissão Científica
Monique Costa Dias
Isabela Morais Borges
Ana Elisa Pereira Braga