Introdução: A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um distúrbio respiratório que afeta 34% dos homens e 17% das mulheres entre 30 e 70 anos. Resulta do colapso das vias aéreas superiores, levando à hipoxemia intermitente e desencadeando reações multissistêmicas que elevam o risco de doenças cardiovasculares (DCV), como o acidente vascular cerebral (AVC). Apesar de sua alta prevalência, sobretudo entre os idosos e obesos, a AOS continua subdiagnosticada. Objetivo: Analisar o impacto da AOS como fator de risco para o desenvolvimento do AVC. Metodologia: A revisão integrativa foi realizada nas bases de dados PubMed e BVS, incluindo artigos dos últimos cinco anos, em português e inglês. Utilizaram-se os descritores “Stroke”, “Heart Disease Risk Factors” e “Sleep Apnea, Obstructive”, combinados pelo operador booleano “AND”. Resultados: A hipoxemia intermitente da AOS eleva o risco, a recorrência e a mortalidade de AVC isquêmico e hemorrágico. Isso ocorre pois a hipóxia ativa vias inflamatórias, aumenta a hipercoagulabilidade, o estresse oxidativo, além de causar disfunção endotelial e remodelação vascular, que implicam na aterosclerose e doença isquêmica de pequenos vasos. Esses mecanismos também aumentam a propensão a outras DCVs, como hipertensão, arritmias e síndrome metabólica, que intensificam o risco cerebrovascular. Conclusão: A AOS aumenta consideravelmente o risco e a mortalidade por AVC, evidenciando a urgência em intensificar o rastreamento e o diagnóstico dessa condição.
Comissão Organizadora
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Priscila Cabral Melo Holanda
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OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
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Lucas Pedrosa Souto Maior
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