Introdução: No Brasil, as doenças cardiovasculares matam cerca de 300.000 pessoas por ano e representam a principal causa de mortalidade em todo o mundo. Objetivo: Descrever o perfil de mortalidade por IAM entre as diferentes etnias, no período de 2018 a 2022, e a sua associação com as características demográficas em Alagoas. Metodologia: Estudo observacional, transversal, retrospectivo e descritivo, através do levantamento de dados epidemiológicos, obtidas no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), nas subseções do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Resultados: Foram confirmados 7.998 óbitos por IAM em Alagoas, sendo Maceió o município mais afetado com 24,3%. Destaca-se notável prevalência da raça parda ao analisar os óbitos por IAM no período de 2018-2022, contabilizando 60,76%. No que diz respeito ao sexo, houve prevalência no gênero masculino, totalizando 56,3% das mortes. Quanto ao estado civil, observou-se o predomínio em indivíduos casados, representando 32,2%. Em relação à faixa etária, os idosos foram os mais afetados com 75,25% dos casos. Conclusão: A mortalidade por IAM varia significativamente entre os grupos raciais. A maior parte dos óbitos ocorreu entre homens idosos, com idades entre 60 a 80 anos e mais, predominantemente pardos. Esses achados destacam a complexidade das diferenças de saúde no contexto étnico e social, sublinhando a necessidade de políticas públicas de saúde que busquem reduzir essas desigualdades.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio