Incidência de função retardada do enxerto renal em transplantes doadores falecidos num hospital de Alagoas

  • Autor
  • Vinícius Lima
  • Co-autores
  • Francisco Barbosa Lima Neto , José Ednis Barbosa de Oliveira , Agenor Antônio Barros da Silva , Patrícia Maria Pereira de Albuquerque , Nathalia Monteiro da Silva Pacheco
  • Resumo
  • Introdução: A função retardada do enxerto (FRE) pode ser definida como a necessidade de hemodiálise na primeira semana após o transplante renal. Está associada com menor sobrevida do enxerto, aumento do risco de rejeição e maior mortalidade.  A incidência da FRE em transplantes doadores falecidos varia no mundo, com uma média de 54% no Brasil, contudo em alguns centros transplantadores pode chegar até 87%. Objetivo: Observar a incidência da FRE em transplantes renais doadores falecidos num serviço de Alagoas. Método: Trata-se de um estudo retrospectivo observacional que avaliou 8 pacientes submetidos a transplante renal com doador falecido no período de setembro e outubro de 2024 que ocorreram no Hospital do Coração Prof. Adib Jatene em Maceió-AL. Resultados: Oito pacientes foram submetidos a transplante renal neste período, um foi excluído da avaliação porque apresentou trombose arterial com necessidade de enxertectomia. Dos 7 restantes, 3 (43%) evoluíram com FRE, enquanto 4 (57%), apresentaram função imediata do enxerto renal. No grupo com FRE a média do tempo de isquemia fria (TIF) foi de 15h23min, enquanto no grupo função imediata, a média de TIF foi de11h48min. Conclusão: A taxa de FRE em nosso serviço foi abaixo da média nacional, com maior TIF no grupo com FRE, contudo, apenas com o aumento do número de transplantes maiores conclusões poderão ser obtidas.

  • Palavras-chave
  • Função retardada do enxerto, transplante de rim, isquemia fria, incidência
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • A multidisciplinaridade no transplante
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