Introdução: A função retardada do enxerto (FRE) pode ser definida como a necessidade de hemodiálise na primeira semana após o transplante renal. Está associada com menor sobrevida do enxerto, aumento do risco de rejeição e maior mortalidade. A incidência da FRE em transplantes doadores falecidos varia no mundo, com uma média de 54% no Brasil, contudo em alguns centros transplantadores pode chegar até 87%. Objetivo: Observar a incidência da FRE em transplantes renais doadores falecidos num serviço de Alagoas. Método: Trata-se de um estudo retrospectivo observacional que avaliou 8 pacientes submetidos a transplante renal com doador falecido no período de setembro e outubro de 2024 que ocorreram no Hospital do Coração Prof. Adib Jatene em Maceió-AL. Resultados: Oito pacientes foram submetidos a transplante renal neste período, um foi excluído da avaliação porque apresentou trombose arterial com necessidade de enxertectomia. Dos 7 restantes, 3 (43%) evoluíram com FRE, enquanto 4 (57%), apresentaram função imediata do enxerto renal. No grupo com FRE a média do tempo de isquemia fria (TIF) foi de 15h23min, enquanto no grupo função imediata, a média de TIF foi de11h48min. Conclusão: A taxa de FRE em nosso serviço foi abaixo da média nacional, com maior TIF no grupo com FRE, contudo, apenas com o aumento do número de transplantes maiores conclusões poderão ser obtidas.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio