INTRODUÇÃO: A doença arterial coronária (DAC) e a disfunção renal compartilham fatores de risco como hipertensão, diabetes e dislipidemia, com a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) sendo central na progressão dessas patologias. Os antagonistas da aldosterona, como espironolactona e eplerenona, têm mostrado potencial terapêutico, modulando inflamação e prevenindo fibrose miocárdica e renal. OBJETIVO: Avaliar os efeitos dos antagonistas da aldosterona no desfecho cardiorrenal em pacientes com DAC e insuficiência renal crônica, com foco na melhora da função miocárdica e renal. METODOLOGIA: Revisão da literatura nas bases PubMed, SciELO e BVS, utilizando descritores “doença arterial coronária”, “insuficiência renal” e “antagonistas da aldosterona” (2019-2024). Foram analisados estudos sobre os efeitos desses fármacos na progressão renal e morbimortalidade cardiovascular. RESULTADOS: Os antagonistas da aldosterona mostraram benefícios, com redução de 30% na mortalidade cardiovascular e 40% na progressão renal. A combinação com IECA ou ARBs teve efeitos sinérgicos, melhorando a função cardíaca e renal. Também houve redução de marcadores inflamatórios e da fibrose renal. CONCLUSÃO: Antagonistas da aldosterona são eficazes na modulação dos desfechos cardiorrenais, promovendo melhorias na função cardiovascular e renal, com redução da mortalidade cardiovascular e desaceleração da progressão da doença renal.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio