O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é a maior causa de mortes no Brasil. Estima-se uma média de 400 mil casos anuais e que um óbito ocorra a cada 7 casos. Assim, cabe ressaltar o grande impacto da doença em termos de morbidade devido à incapacidade física e laborativa, além do elevado custo financeiro ao sistema único de saúde. O estudo visa analisar as internações hospitalares relacionadas ao IAM quanto aos estados do Nordeste e suas respectivas taxas de mortalidade de janeiro 2019 a dezembro de 2023. Foi realizado um estudo ecológico retrospectivo, mediante dados fornecidos pelo Sistema de Informações Hospitalares (SIH SUS). Utilizou-se variáveis acerca das internações e mortalidade por estado na região. Para a análise, realizaram-se medidas de frequência absoluta e relativas . No período, foram registradas 144.280 internações na região, com destaque para Bahia (31%), Pernambuco (17,5%) e Ceará (16%) como os estados com mais internações. Ademais, Alagoas (3,4%), Sergipe (4,6%) e Maranhão (5,7%) apresentaram as menores taxas de internação. Curiosamente, a taxa de mortalidade após internação é maior em Alagoas (14,8%), seguido por Ceará (13,3%) e Maranhão (13%), superando a média nacional (9,19%). Assim, nota-se o impacto do IAM nas internações e mortalidade nos estados do Nordeste, sobretudo, em Alagoas, tornando-se objeto protagonista de pesquisa para sanar o paradoxo índices atuais. Por fim, é válido destacar Piauí e Rio Grande do Norte com a menor mortalidade da região.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio