Introdução: O Transplante Cardíaco é uma alternativa terapêutica crucial para pacientes com Insuficiência Cardíaca grave estágio D, melhorando qualidade de vida e sobrevida. Contudo, o sucesso do procedimento pode ser prejudicado por complicações pós-operatórias, como rejeição aguda, infecções e disfunções do enxerto. Objetivo: Identificar as principais complicações pós-transplante cardíaco e as estratégias de manejo e prevenção. Métodos: Realizou-se uma revisão de literatura nas bases PubMed e SciELO, com os descritores “Heart Transplant AND Complications”. Foram incluídos artigos com no máximo 10 anos de publicação, excluindo-se os duplicados e não relacionados ao tema. Resultados: As complicações identificadas incluem falência crônica do enxerto, afetando até 30% dos pacientes a longo prazo, infecções (com cenário crítico de hospitalizações no primeiro ano) e trombose venosa (incidência de até 20%). A falência do enxerto e trombose venosa estão associadas a comorbidades, imobilização prolongada, resposta imunológica e fatores metabólicos. O manejo envolve o uso de imunossupressores, que aumentam o risco de infecções e neoplasias, exigindo monitoramento constante. Estratégias preventivas incluem profilaxia contra infecções, anticoagulantes e orientação sobre sinais de rejeição. Conclusão: Apesar dos desafios das complicações agudas e tardias, uma abordagem personalizada e multidisciplinar é crucial para melhorar a sobrevida e qualidade de vida dos pacientes transplantados.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio