INTRODUÇÃO: As cardiopatias congênitas são malformações presentes desde o nascimento, originadas durante o desenvolvimento fetal. Devido à sua alta incidência, o diagnóstico por imagem durante o pré-natal torna-se benéfico. Assim, observa-se que sua identificação precoce impacta positivamente a sobrevida dos neonatos. OBJETIVO: Avaliar a sensibilidade dos métodos de imagem na detecção pré-natal de cardiopatias congênitas. MÉTODOS: Realizou-se uma revisão integrativa na plataforma BVS, utilizando os descritores “Prenatal Diagnosis”, “Brazil” e “Heart Defects”. Foram selecionados 3 artigos após a aplicação dos critérios de inclusão de publicações dos últimos 5 anos e exclusão de artigos irrelevantes. RESULTADOS: A ultrassonografia (USG) fetal de 2º trimestre possui boa precisão na detecção de malformações congênitas, mas sua sensibilidade geral não a sustente como único teste de triagem. Foi observado uma alta proporção de cardiopatias congênitas em gestações sem fatores de risco, com a USG fetal apresentando sensibilidade de 54,3%, superior à da USG obstétrica 29,3%. A ecocardiografia fetal se mostrou o método de imagem com melhor acurácia (97,7%), sendo que as anormalidades mais comuns foram comunicação interventricular, hipertrofia septal e comunicação atrioventricular. CONCLUSÃO: Os achados indicam maior acurácia da ecocardiografia fetal no diagnóstico de anomalias cardíacas, sendo essencial sua realização por ecografistas treinados para otimizar a detecção e o manejo.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio