Relato de caso: Recém-nascido (RN), sexo masculino, termo precoce, parto operatório, grande para idade gestacional (GIG) com 5148 g, estatura 55 cm, PC 37 cm, PT 39 cm, APGAR 7/8 e pouco ativo ao nascimento. A mãe refere 6 consultas de pré-natal com sorologias negativas, sem histórico de doenças prévias e diagnóstico de HAS gestacional, além de referir episódio de glicemia capilar acima de 200, sem diagnóstico ou acompanhamento para DM gestacional. O exame físico do RN não mostrou alterações, exceto pela dispnéia leve, pletora e icterícia, sendo indicado uso de CPAP nasal com FiO² de 21%, dieta crescente via sonda orogástrica, fototerapia, controle da glicemia e parecer cardiológico. Ao ECG, identificou-se taquicardia sinusal e sobrecarga biventricular. Ao ecocardiograma, identificou-se hipertrofia moderada do VD, hipertrofia importante do septo interventricular (8,9 mm), obstrução discreta da via de saída do VE e PCA de 2,5 mm, com fluxo sistólico da aorta para o tronco pulmonar com velocidade de 2, 2m/s e gradiente de 20mmhg. Foi iniciado o tratamento com Carvedilol 0,2mg/kg/dia de 12/12h e recomendado evitar causas de taquicardia. O RN seguiu em melhora progressiva e acompanhamento na UCI neonatal. Conclusão: O caso destaca a necessidade de um pré-natal bem feito e monitoramento rigoroso e multidisciplinar em RNs GIG atentando para complicações cardiorrespiratórias. O manejo adequado do RN favorece a estabilidade hemodinâmica e o prognóstico no contexto neonatal complexo.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio