Introdução: A mobilização precoce em unidades de terapia intensiva (UTI) tem sido cada vez mais recomendada para pacientes críticos, para reduzir o tempo de internação e promover uma recuperação funcional mais rápida e eficiente. Objetivo: Analisar o perfil e a frequência das intervenções de mobilização precoce em uma UTI cardíaca. Métodos: Estudo descrito, retrospectivo, com análise de indicadores de mobilização precoce de pacientes internados na UTI do HCAAJ entre janeiro a agosto de 2024. As intervenções foram categorizadas como atividades no leito, sedestação (beira-leito e poltrona), ortostatismo e deambulação. Além disso, foi realizado o censo de atendimentos de fisioterapia motora (4870) e respiratória (7305). Resultados: A atividade de maior prevalência foi no leito (28,2%), seguida por sedestação beira leito (21,3%), sedestação na poltrona (6,9%), ortostatismo (7,2%) e deambulação (14%). A mobilização restrita representou 22,4%. Esses dados indicam uma abordagem gradual de mobilização, com intervenções mais avançadas sendo aplicadas. Os atendimentos de fisioterapia demonstraram uma atuação contínua e intensa na recuperação funcional e respiratória dos pacientes críticos. Conclusão: A mobilização precoce é uma prática viável e benéfica em UTI, com potencial para reduzir o tempo de internação e melhorar a independência funcional dos pacientes. Este estudo contribui para desenvolvimento de protocolos de intervenções ainda mais assertivas e personalizadas.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio