Introdução: A substituição da válvula aórtica por cateter (TAVR) é um procedimento minimamente invasivo para pacientes com estenose aórtica grave sintomática, independentemente do risco cirúrgico. Embora eficaz, pode gerar complicações pós-procedimentais, como anomalias de condução, que frequentemente exigem marcapasso permanente (PPM). Objetivos: Descrever os desafios do manejo pós-TAVR com uso de marcapasso, com base na literatura recente. Métodos: Revisão integrativa, com base em artigos publicados nos últimos 5 anos nas bases PubMed e SciELO, com os descritores "Aortic valve" AND "Catheter" AND "Pacemaker". Foram incluídos 5 artigos para análise na presente revisão. Resultados: A necessidade de PPM é uma complicação comum após a TAVR devido à proximidade do sistema de condução atrioventricular à raiz aórtica, podendo causar bloqueios AV de alto grau ou bloqueio de ramo esquerdo. Sua incidência depende de fatores pré-procedimentais, como variações anatômicas e condições clínicas e fatores intraprocedimentais, como o tipo e posição da válvula implantada. Embora essencial para o controle da condução cardíaca, o PPM pode gerar complicações adicionais, como regurgitação tricúspide induzida pelo eletrodo, infecção do dispositivo e perfuração do ventrículo direito, impactando negativamente o prognóstico. Conclusões: A TAVR é eficaz, mas a necessidade de marcapasso pós-procedimento devido a distúrbios de condução ainda é um desafio, exigindo estratégias para minimizar riscos.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio