Introdução: A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença genética que acomete o músculo cardíaco, com hipertrofia do ventrículo esquerdo (VE) e sintomas como dispneia, fadiga, dor torácica e palpitações. A patogênese inclui disfunção diastólica, obstrução da via de saída do VE, regurgitação mitral e isquemia, simulando insuficiência cardíaca(IC), o que evidencia a necessidade de diagnóstico diferencial preciso.Relato de caso: Paciente feminina, 64 anos, procurou hospital cardiológico com dispneia aos mínimos esforços e deu-se início à investigação diagnóstica. Eletrocardiograma (ECG) revelou sobrecarga ventricular esquerda e padrão STRAIN. Holter com extrassístoles supraventriculares. Ecocardiograma mostrou disfunção diastólica tipo II, cardiomiopatia hipertrófica assimétrica sem obstrução da via de saída do VE e função sistólica biventricular preservada. Ressonância magnética (RM) confirmou CMH não obstrutiva, com fibrose miocárdica em 19% da massa do VE. Iniciado tratamento com betaboqueador, com melhora dos sintomas.Conclusão:A CMH é a principal causa de morte súbita cardíaca em jovens e atletas. Cerca de 500 mil brasileiros podem ser afetados por essa condição genética. A alta incidência de arritmias e o risco de morte súbita associados à CMH justificam a importância de considerar CMH no diagnóstico diferencial em pacientes com sintomas de IC, realizar investigação em casos de alterações no ECG e avaliação cardiológica antes de atividades físicas de alta intensidade.
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Lucas Pedrosa Souto Maior
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