PREVENÇÃO PRIMÁRIA DE MORTE SÚBITA EM PACIENTES COM MIOCARDIOPATIA HIPERTRÓFICA: UM RELATO DE CASO

  • Autor
  • Carolaine Ferro do Nascimento
  • Co-autores
  • Felice Caxico de Abreu Galdino , Gabriel Cavalcante Maya de Omena , José Rodrigues de Paiva Neto , Saulo Rodrigo Ramalho de Moraes , Carlos Romério Costa Ferro
  • Resumo
  • INTRODUÇÃO: A miocardiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença cardíaca hereditária, diagnosticada por espessura ventricular ? 15 mm. A morte súbita (MS) pode ser sua primeira manifestação clínica. Para preveni-la, é necessária a estratificação de risco e, em alguns casos, o implante de um CDI. OBJETIVO: Discutir a prevenção da morte súbita em pacientes com miocardiopatia hipertrófica. RELATO: MJC, 46 anos, com diagnóstico de MCH desde os 14 anos. Aos 43 anos, apresentou dispneia progressiva, palpitações e pré-síncope, sendo medicado com metoprolol. Sem histórico familiar de MS. Exame físico mostrou sopro sistólico em BEE. ECG com ritmo sinusal, SVE e ARV lateral. Ecocardiograma revelou MCH septal assimétrica não obstrutiva, septo de 19 mm e FE de 79%. Holter detectou episódios de TVNS. RM cardíaca mostrou fibrose miocárdica multifocal, acometendo 31% da massa ventricular. Indicou-se implante de CDI. DISCUSSÃO: Na prevenção primária, realiza-se uma estratificação de risco, e o CDI é indicado se houver pelo menos um dos fatores de risco para morte súbita, como síncope, histórico familiar de morte súbita, hipertrofia ventricular maciça, aneurisma apical, FEVE < 50%, TVNS ou realce tardio ? 15%. O paciente, que já usava betabloqueadores, apresentou episódios recorrentes de TVNS e 31% de fibrose ventricular, justificando a indicação de CDI para prevenção primária de MS. CONCLUSÃO: Portadores de MCH com risco para MS, devem ser submetidos a implante de CDI.

  • Palavras-chave
  • Desfibrilador cardioversor implantável; prevenção primária; morte cardíaca súbita.
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • A multidisciplinaridade na Saúde cardiovascular
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