INTRODUÇÃO: A miocardiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença cardíaca hereditária, diagnosticada por espessura ventricular ? 15 mm. A morte súbita (MS) pode ser sua primeira manifestação clínica. Para preveni-la, é necessária a estratificação de risco e, em alguns casos, o implante de um CDI. OBJETIVO: Discutir a prevenção da morte súbita em pacientes com miocardiopatia hipertrófica. RELATO: MJC, 46 anos, com diagnóstico de MCH desde os 14 anos. Aos 43 anos, apresentou dispneia progressiva, palpitações e pré-síncope, sendo medicado com metoprolol. Sem histórico familiar de MS. Exame físico mostrou sopro sistólico em BEE. ECG com ritmo sinusal, SVE e ARV lateral. Ecocardiograma revelou MCH septal assimétrica não obstrutiva, septo de 19 mm e FE de 79%. Holter detectou episódios de TVNS. RM cardíaca mostrou fibrose miocárdica multifocal, acometendo 31% da massa ventricular. Indicou-se implante de CDI. DISCUSSÃO: Na prevenção primária, realiza-se uma estratificação de risco, e o CDI é indicado se houver pelo menos um dos fatores de risco para morte súbita, como síncope, histórico familiar de morte súbita, hipertrofia ventricular maciça, aneurisma apical, FEVE < 50%, TVNS ou realce tardio ? 15%. O paciente, que já usava betabloqueadores, apresentou episódios recorrentes de TVNS e 31% de fibrose ventricular, justificando a indicação de CDI para prevenção primária de MS. CONCLUSÃO: Portadores de MCH com risco para MS, devem ser submetidos a implante de CDI.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio