Introdução: O implante de válvula aórtica percutâneo (TAVI) é indicado para pacientes com estenose aórtica grave e alto risco cirúrgico. O acesso transfemoral é o preferido, mas vias alternativas, como transaórtico, transsubclaviano,transapical e transcarotídeo, também são viáveis, devendo-se avaliar especialmente os riscos e a eficácia do transcarotídeo. Objetivo: Analisar se a TAVI transcarotídea é eficaz e viável em substituição da via transfemoral. Metodologia: Realizou-se uma revisão de literatura nas bases MEDLINE (via PubMed) e SciELO, utilizando a busca “TAVI OR TAVR AND transcarotid”. Foram incluídos artigos que abordaram ambas as vias, com filtro de 10 anos de publicação e excluídos artigos duplicados. Resultados: Após aplicar os critérios, encontraram-se 114 artigos, dos quais 110 foram eliminados, restando quatro para revisão. A abordagem transcarotídea, realizada sob anestesia local, requer que o paciente tolere a oclusão carotídea unilateral e tenha artéria comunicante no círculo de Willis. Oferece uma rota direta para a válvula aórtica, melhorando a estabilidade do cateter e o posicionamento. Contudo, requer planejamento prévio com doppler vertebral e ressonância magnética para avaliar a permutabilidade do círculo de Willis, além de maior risco de necessidade de marcapasso. Conclusão: A TAVI pela via transcarotídea é uma alternativa transfemoral quando esta não é viável, com menor risco de sangramentos mas maior chance de necessidade de implante de marcapasso.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio