Introdução: A comunicação interventricular (CIV) por necrose e ruptura do septo interventricular é rara, porém séria complicação mecânica após infarto agudo do miocárdio (IAM) e está associada à taxa de mortalidade entre 50 e 80%. Sua correção cirúrgica apresenta mortalidade entre 20 e 87%, sendo ainda maior se realizada na primeira semana após o IAM.
Objetivo: Relatar caso de CIV pós IAM. Descrição do caso: Mulher, 64 anos, hipertensa, diabética, admitida com IAM com supradesnivelamento do segmento ST em parede anterior. Cursa com ampla CIV muscular ântero-apical, aneurisma apical de ventrículo esquerdo (VE), déficit sistólico e diastólico do VE. Optou-se por manejo clínico inicialmente, e após 4 semanas evoluiu com piora da hipertensão arterial pulmonar e sinais de IC, indicando-se intervenção cirúrgica. Foi submetida a ventriculosseptoplastia e endoaneurismorrafia pela técnica Daggett, sem intercorrências, sendo encaminhada à unidade de tratamento intensivo hemodinamicamente estável em uso moderado de drogas vasoativas. Mantém boa evolução clínica.
Conclusão: O caso alinha-se à literatura, que demonstra benefício em esperar o processo de fibrose, a fim de reduzir a friabilidade do tecido e aprimorar os resultados cirúrgicos.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio