Introdução: Este estudo investiga a mortalidade por Doença Hepática Alcoólica (DHA), CID-10: K70, em Alagoas (2000-2022) com análises espaciais, e temporais, buscando entender padrões de risco. Objetivos: Avaliar coeficientes de mortalidade (CME), mapeamento de incidência, e associações demográficas. Métodos: Dados de óbitos foram filtrados por faixa etária (30-59 anos) e analisados via regressão logística, Moran’s I para clusters, e tendência temporal. Resultados: Entre 2.381 óbitos, a média de idade foi de 45,8 anos (90,8% homens), com maioria de pardos (65,8%), seguida de brancos (11,7%) e pretos (7,0%). Análise logística revelou maior risco para pretos (OR=1,27;1,09-1,49;p=0,002), enquanto brancos tiveram menor risco (OR=0,79;0,70-0,89;p=0,0002). Altos níveis de escolaridade (>12 anos) reduziram significativamente o risco (OR=0,36;0,24-0,53;p<0,001). Moran’s I=0,22 (p<0,05) destacou clusters de alta incidência em 10 municípios, com Feliz Deserto (CME=157,4/100 mil) e Jacaré dos Homens (CME=149,8/100 mil) no topo. Municípios como Paripueira e Palestina apresentaram incidências totais elevadas (>28/100 mil), enquanto São Brás e Belo Monte registraram as menores (<2,1/100 mil). Tendência global indicou aumento médio anual (?=0,68;R²=0,74;p<0,001), com crescimento acentuado em Estrela de Alagoas (?=2,43;p<0,001). Conclusão: A mortalidade por DHA concentra-se em homens e pardos, com variação geográfica significativa; os clusters e aumentos sugerem necessidade de intervenções.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio