Introdução: A dissecção aguda da aorta tipo A de Stanford é uma emergência cardiovascular de alta mortalidade. A técnica de interposição de tubo com plastia da junção sinotubular é eficaz em dissecções da aorta torácica, especialmente em pacientes jovens, preservando a válvula aórtica (VA) e evitando sua troca futura. Objetivo: Relatar a experiência e a técnica adotada na correção de dissecção de aorta ascendente. Descrição do caso: Mulher, 36 anos, hipertensa e ex-etilista, com dissecção subaguda de aorta toracoabdominal após pré-eclâmpsia. A angiotomografia pré-operatória evidenciou lesão após a emergência das coronárias até as artérias ilíacas. O ecocardiograma revelou fração de ejeção preservada (FE 55%), EuroSCORE 6,51%. Após análise do heart team, a paciente foi submetida a cirurgia de interposição de tubo de Dacron N28 na zona 1 e plastia da junção sinotubular para preservação da VA. No pós-operatório, apresentou paraplegia por isquemia medular por compressão das artérias vertebrais pela luz falsa da aorta, provavelmente por orifício de entrada não identificado nos exames, e injúria renal aguda (KDIGO 3) por hipoperfusão, seguiu com angioplastia de artérias renais, sem indicação dialítica posterior. Recebeu alta da UTI no 13º dia e hospitalar no 31º dia, após acompanhamento nefrológico. Conclusão: A técnica cirúrgica mostrou-se eficaz para o quadro e estabilidade a longo prazo, e os protocolos de manejo posteriores foram fundamentais para o desfecho favorável do caso.
Comissão Organizadora
Lucas Pedrosa Souto Maior
Priscila Cabral Melo Holanda
Ana Cláudia Barros de Jesus
OTONI FLAVIO ANDRADA VERISSIMO
Comissão Científica
Lucas Pedrosa Souto Maior
Ana Carolina do Nascimento Calles
Candyce Simões Malta Marques Silva
CYNTHIA PAES PEREIRA
Glauber Schettino-Silva
Paulo César de Assis Santana Júnior
Yuri Cavalcanti Albuquerque Tenorio