Epidemia De Diagnóstico De Transtornos Mentais: Controvérsias Acerca Do DSM

  • Autor
  • Beatriz de Sousa Santos
  • Co-autores
  • James Felipe Tomaz-Morais , Cecília Nicodemos Martins Barros , Leyla Fonseca Da Nóbrega , Eduarda de Morais Ramalho
  • Resumo
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    INTRODUÇÃO:

    As últimas atualizações do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) vêm aumentando os diagnósticos psiquiátricos. Aspectos humanos naturais, como sofrimento psíquico, passaram a ser catalogados como patologias, medicalizando a vida e favorecendo o lucro de alguns setores.

    OBJETIVO:

    Analisar a correlação do o uso do DSM como aparato de fundamentação para o diagnóstico e a epidemia de transtornos mentais.

    MÉTODO:

    Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada na análise de artigos científicos disponíveis na base de dados SciELO e Google Acadêmico, na qual foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DECS) em inglês: “Desordens mentais”, “Psiquiatria”, “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais” e “Diagnósticos”. Foram incluídas publicações em português, estudos que correlacionaram o uso de DSM como fundamento no diagnóstico de transtornos mentais e pesquisas datadas entre os anos de 2014 e 2019. Foram, então, excluídos os trabalhos repetidos e aqueles que não abordassem o objetivo da pesquisa.

    RESULTADOS:

    Da análise dos artigos coletados, observou-se que o crescimento de diagnósticos de transtornos mentais sugere um beneficio da indústria farmacêutica, bem como seguros de saúde. Tal fenômeno tem como escopo a economia de fármacos em expansão, que se favorecem da racionalização e classificação de aspectos complexos da natureza humana, por meio de uma lista de sintomas imprecisos, como forma de corroborar com um dos setores mais rentáveis do mundo. Ademais, as confusões nos diagnósticos se tornam obstáculo para aplicação de medidas públicas de saúde efetiva, prejudicando as estratégias terapêuticas para o acompanhamento de doenças psíquicas, além de suprimir a subjetividade da complexidade do ser humano, medicalizando comportamentos ditos desviantes.

    CONCLUSÃO:

    A patologização de condutas naturais, embasadas no DSM, ameaça à psiquiatria, ao passo que favorece setores a lucrar com a racionalidade e antecipação de diagnósticos. A abordagem terapêutica deve entender a complexidade e individualidade humana, evitando imprecisões e corroborando com o tratamento.

     

  • Palavras-chave
  • Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, Indústria Farmacêutica, Diagnóstico, Psiquiatria
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