Atuação do Médico Frente a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Sexual
INTRODUÇÃO
A violência é o uso da força com vistas à exclusão e abuso do outro, causando danos à vítima. Quando dirigida a crianças e adolescentes, a violência é hedionda. Investigar a realidade em que essas vítimas são atendidas, especialmente no ambiente hospitalar, é dever dos profissionais de saúde.
OBJETIVO:
Levantar estudos que abordem o atendimento médico de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, a fim de organizar os dados, analisar resultados e reunir as principais estratégias de acolhimento implementadas nesse contexto clínico.
MÉTODO:
Trata-se de uma revisão de literatura desenvolvida a partir dos bancos de dados Google Acadêmico, SciELO e PubMed. As palavras-chave usadas foram: Violência sexual, criança, adolescente, atendimento e protocolo. Os estudos escolhidos foram escritos nos últimos 10 anos, nas línguas portuguesa e inglesa.
RESULTADOS:
Os resultados referem-se às dificuldades dos médicos frente ao atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Foi consenso, entre artigos revisados, a falta de preparo para que esses profissionais exerçam não só o cuidado clínico imediato, mas também o acolhimento com escuta cautelosa. Isso porque os sinais físicos são comuns, mas nem sempre presentes, é imprescindível a percepção, por parte do médico, dos sinais intrínsecos, como o comportamento retraído da criança ou do adolescente , muitas vezes motivados pelo medo, pois o agressor na maioria das vezes é alguém da própria família. Nesse sentido, a lacuna na notificação compulsória da violência pode ser tanto da ausência da percepção profissional, quanto por omissão, também motivado pelo medo do agressor.
CONCLUSÃO:
Logo, cabe aos profissionais de saúde ir além das etapas do diagnóstico do problema, ou seja, o suporte a vítima é imprescindível. Dessa maneira, é necessário que exista uma equipe multidisciplinar com especialização nos casos de violência sexual para uma escuta acolhedora, ética e legal.
Palavras-chave:
Violência sexual. Notificação. Acolhimento. Escuta.
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