Introdução: Candida auris foi detectada pela primeira vez em 2009, no Japão, e tem se mostrado como um patógeno de rápida emergência que apresenta resistência a vários fármacos. No Brasil, dois casos de infecção por C. auris foram diagnosticados em dezembro de 2020 em uma Unidade de Terapia Intensiva de COVID-19 na cidade de Salvador (BA). Nesse sentido, o presente estudo objetivou descrever a biologia, mecanismos de resistência, diagnóstico e tratamento das infecções causadas por C. auris. Materiais e métodos: Foi realizada uma revisão narrativa com buscas na base de dados Pubmed que selecionou artigos publicados entre 2011 e 2021, obtendo-se o total de vinte e nove artigos, sendo sete selecionados. Resultados e discussão: Evidenciou-se que a espécie C. auris é capaz de tolerar temperaturas e concentrações salinas elevadas, além de apresentar morfologia variável, com possível formação de pseudo-hifas. Algumas cepas do patógeno exibem alta concentração inibitória mínima para antifúngicos azólicos, poliênicos e equinocandinas. A espécie pode infectar diferentes partes do organismo do hospedeiro, como pulmões, orelhas, nariz, ossos e corrente sanguínea. O diagnóstico é feito por meio do isolamento do micro-organismo, com identificação por MALDI-TOF-MS. A primeira linha de terapia consiste na administração de equinocandinas com monitorização constante para detectar resistência. Em caso de resposta ineficiente, prescreve-se a anfotericina B lipossomal, em terapia combinada ou única. Conclusão: O diagnóstico e manejo precoce são imprescindíveis para um melhor desfecho, considerando-se os mecanismos de resistência fúngica. A presente revisão evidencia informações para que sejam realizados novos trabalhos acerca do tema.
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