O USO DO CANABIDIOL E A REESTRUTURAÇÃO NA NEUROFUNCIONALIDADE COMPORTAMENTAL DO PACIENTE COM O TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO-TEA

  • Autor
  • José Marciel Araújo Porcino
  • Resumo
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    Introdução: A busca por intervenções emergentes voltadas ao Transtorno do Espectro Autista-TEA tem sido impulsionada pelos avanços da neurociência e pela interface de alternativas terapêuticas. O uso do canabidiol foi uma das evidências, derivado do óleo da cannabis, influenciou em benefícios significativos nos aspectos comportamentais e neurocognitivos. Estudos de diferentes abordagens têm demonstrado a eficácia do tratamento com canabidiol. Objetivo: descrever a os efeitos do uso do canabidiol na reestruturação da neurofuncionalidade comportamental de pacientes com TEA, buscando compreender de que forma a intervenção pode contribuir nos aspectos cognitivos diante dos avanços recentes da neurociência. Método: utilizou-se da abordagem de revisão da literatura numa perspectiva narrativa descritiva baseada em estudos dos últimos 10 anos. Resultados: a estrutura cerebral é organizada em áreas específicas, responsáveis por delimitar e coordenar as funções do comportamento humano. Alterações estruturais em regiões como o hipocampo, corpo mamilar, córtex entorrinal, amígdala, subículo, giro do cíngulo, córtex pré-frontal, lobo frontal medial, temporal medial, gânglios da base e tálamo. Prejuízos funcionais em áreas como o cerebelo, corpo caloso e sistema límbico, comprometem a integração e o processamento das informações neurais, influenciando no Neurodesenvolvimento atípico, ocasionando déficits cognitivos, de linguagem, na fala, comunicação, expressões faciais, memória, atenção e coordenação motora fina e grossa. Esses comprometimentos influenciam diretamente no comportamento e na adaptação social. O uso do canabidiol, pode favorecer a reestruturação da neurofuncionalidade comportamental. Esse composto promove alterações na comunicação entre os neurotransmissores responsáveis pela captação, controle e inibição das informações transmitidas entre dendritos e axônios. O canabidiol atua modulando a liberação de glutamato, acetilcolina e dopamina, regulando a experiência neuronal no encéfalo Conclusão: Com essa terapia emergente, a reestruturação da funcionalidade comportamental pode acontecer. Pois, a reestruturação neurofuncional do comportamento dialoga com a interface dos aspectos cognitivos. Com isso, aumenta a performance na consolidação da memória, controle da motricidade, manifestações neuropsiquiátricas, ciclos de sono e vigília, termorregulação, além da modulação do estresse e das emoções, convulsões, tiques, depressão, inquietações e ataques de raiva.

  • Palavras-chave
  • Transtorno do Espectro Autista; Canabidiol; Neurofuncionalidade; Neurodesenvolvimento; Cognição; Comportamento Adaptativo; Neurociência.
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  • Neurociências e Transtornos Neuropsiquiátricos/Transtornos do Neurodesenvolvimento
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