Introdução: A neuroaprendizagem investiga os mecanismos biológicos e cognitivos do cérebro durante a aquisição de novos conhecimentos. No cenário educacional contemporâneo, a integração entre neurociência e pedagogia torna-se indispensável para que docentes atuem como facilitadores eficazes, compreendendo de que forma fatores como atenção, memória e as emoções influenciam o aprendizado. Paralelamente, a revolução tecnológica impõe a necessidade de atualização das práticas escolares, superando barreiras que ainda limitam o uso de recursos digitais em sala de aula. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo principal investigar como os recursos tecnológicos podem potencializar o processo de aprendizagem sob a ótica da neurociência, identificando métodos eficazes e os limites saudáveis para evitar impactos negativos no desenvolvimento discente. Método: Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica de natureza qualitativa. Foram consultados acervos digitais como Google Acadêmico, Periódicos CAPES e bibliotecas virtuais, selecionando artigos científicos em língua portuguesa que abordam a interseção entre tecnologias digitais, educação e funcionamento cerebral. Resultados: Os achados indicam que o cérebro aprende de forma mais eficiente quando há estímulos que geram emoções positivas, pois estas facilitam a consolidação da memória de longo prazo. A neuroplasticidade permite que o cérebro se adapte e crie novos caminhos neurais diante de estímulos tecnológicos bem planejados, como jogos educativos e recursos multimídia, que aumentam o interesse e o engajamento dos alunos. Por outro lado, o uso exacerbado de telas e redes sociais apresenta riscos significativos, como a fragmentação da atenção, o aumento da ansiedade e prejuízos ao ciclo do sono, o que pode comprometer o desempenho acadêmico se não houver uma mediação pedagógica. Conclusão: Conclui-se que as tecnologias digitais são aliadas poderosas na educação quando utilizadas para instigar a pesquisa e a autonomia, em vez de apenas fornecer respostas prontas. É essencial que educadores dominem fundamentos de neuroaprendizagem para equilibrar o uso de telas, garantindo que as ferramentas digitais promovam um ambiente lúdico e estimulante sem causar danos à saúde mental ou ao desenvolvimento cognitivo dos estudantes.
Comissão Organizadora
Diogo Macedo Feijó
Comissão Científica