Introdução: As brincadeiras são oportunidades excelentes de nutrir o desenvolvimento global das crianças atípicas. Explorar o mundo por meio do lúdico, desde a identificação do interesse da criança, respeito por suas limitações, traçado de metas, e começo da estimulação como um grande combustível de descobertas de diferentes papeis e ganhos de desenvolvimento e habilidades socioemocionais que repercutirão em ganhos por toda vida. Objetivo: Analisar o mecanismo potencializador do brincar para crianças neurodivegentes, visto que esse dispositivo permite o desenvolvimento de competências afetivas, cognitivas e motoras. Método: O método consiste em uma revisão narrativa, que busca reconhecer e sistematizar conhecimentos acerca do papel das brincadeiras terapêuticas no desenvolvimento de crianças neurodivergentes. A busca da bibliografia foi realizada entre os meses de janeiro e fevereiro, utilizando os descritores “Práticas Terapêuticas” and “Neurodivergência” and “Infância” and “Brincadeira” or “Ludicidade”, em bases de dados como Google Acadêmico e SciELO, considerando estudos dos últimos dez anos. Os achados foram organizados em categorias como comunicação, desenvolvimento socioemocional e inclusão, destacando lacunas e perspectivas futuras. Resultados: A revisão corroborou que o brincar terapêutico é uma estratégia eficaz para estimular comunicação, reduzir ansiedade, ganho de habilidades socioemocional de crianças neurodivergentes. Além de promover inclusão em ambientes clínicos, escolares e familiares, fortalece vínculos com terapeutas e cria espaços seguros de expressão. Logo, ainda são necessárias mais pesquisas que ampliem a diversidade de contextos e aprofundem a compreensão sobre diferentes abordagens lúdicas. Conclusão: O brincar exerce papel fundamental no processo de aproximação entre a fantasia e a realidade social da criança, logo cada estimulação e aprimoração de experiências nesse processo resulta em ganhos significativos que ajudam na melhoria da qualidade de vida do sujeito em questão. As descobertas dessa análise indicam a utilização e benefícios do modelo lúdico utilizado como meio para alcance de objetivos terapêuticos, tanto para o paciente, quanto para família.
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Diogo Macedo Feijó
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