INTRODUÇÃO: Este estudo tem por finalidade relatar uma experiência no atendimento psicoterápico de crianças neuroatípicas, com foco especial nas que apresentam Transtorno do Espectro Autista (TEA), observando que o cuidado é sempre priorizado para a criança, enquanto os pais muitas vezes não recebem a mesma atenção. RELATO DE EXPERIÊNCIA: Apesar do amor incondicional que dedicam a seus filhos, os pais frequentemente se mostram exaustos e desinformados sobre como lidar com as particularidades da condição de seus filhos. Eles enfrentam preconceitos e a falta de preparo quanto aos cuidados com a criança. A exaustão física, mental e emocional dos pais e responsáveis, aliado à incerteza sobre como agir, pode levá-los a ceder aos desejos das crianças sem estabelecer limites claros, comprometendo a continuidade do trabalho terapêutico realizado na clínica. O objetivo dessa experiência clínica é enfatizar a importância da informação, da educação em saúde e do suporte aos cuidadores, essencial para promover o desenvolvimento adequado de seus filhos. Um alinhamento eficaz entre os cuidadores e os terapeutas é crucial para garantir uma melhor qualidade de vida às crianças. A metodologia utilizada incluiu observação participante e análise de interações, enfocando eventos críticos de esgotamento emocional. CONCLUSÃO: Apesar das dificuldades, é possível que os pais e/ou responsáveis busquem ajuda psicológica, sendo ainda mais eficaz quando o atendimento aos cuidadores ocorre na mesma clínica em que os filhos recebem tratamento. Dentre as estratégias de preparação dos pais no lidar com a criança neuroatípicas, inclui-se a oferta de cursos introdutórios em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e atividades físicas aplicadas ao TEA para os pais, cuja meta é ajudar a reduzir o estresse os cuidados e a disseminar informações. E, apesar de ser uma abordagem rara na psicologia clínica, deveriam servir de modelo para a universalização dessas práticas.
Comissão Organizadora
Diogo Macedo Feijó
Comissão Científica