Introdução: As crianças com TEA nível 1 de suporte apresentam frequentemente desempenho cognitivo dentro dos padrões esperados para a idade e linguagem funcional. Tais competências, isoladamente, podem ser insuficientes para o manejo das complexas demandas de interação e autorregulação inerentes ao convívio social e ao ambiente escolar. A compreensão detalhada do desenvolvimento socioemocional permite identificar especificidades do perfil clínico que subsidiam estratégias de suporte condizentes com as demandas reais da criança e sua plena participação social. Objetivo: Comparar o desenvolvimento socioemocional de crianças com TEA nível 1 a pares com desenvolvimento típico. Método: Participaram 40 crianças de 5 a 7 anos (M=6,18; DP=0,71), sendo 20 com desenvolvimento típico e 20 com TEA, residentes em João Pessoa-PB. Utilizou-se o domínio socioemocional do Battelle Developmental Inventory (BDI-3), que inclui interação com pares, interação com adultos e autoconceito. O estudo foi aprovado pelo CEP (CAAE: 75104223.5.0000.5149). Aplicou-se o teste de Mann-Whitney, com p<0,05. Resultados: O grupo TEA apresentou desempenho inferior no domínio socioemocional total (p<0,001; r=0,52). O maior prejuízo foi observado na interação com pares (p<0,001; r=0,66), seguido de interação com adultos (p=0,002; r=0,49) e no autoconceito (p=0,028; r=0,35), o que indica maiores dificuldades nas interações sociais horizontais. Conclusão: Crianças com TEA nível 1 desta amostra apresentam prejuízos socioemocionais significativos, especialmente na interação com pares. Os achados indicam que a inclusão escolar, isoladamente, não supre as demandas destes indivíduos, sendo necessárias intervenções voltadas ao desenvolvimento de habilidades sociais e suporte emocional.
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Diogo Macedo Feijó
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